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De acordo com o ambiente pode-se observar variações na fala de um indivíduo. Durante uma aula de português [vírgula] o aluno utiliza a linguagem formal pedida pela professora na resolução dos exercícios. No recreio [vírgula] ele conversa com os colegas e usa gírias, as quais os amigos estão totalmente habituados. Já em casa, ao acessar as redes sociais que faz parte, digita uma mensagem rápida, repleta de abreviações. Em todas as suas atividades o aluno foi plenamente compreendido, apesar de estar adaptando linguagens diferentes em cada uma delas. Quando se diz que alguém está cerrado, deve-se levar em consideração não apenas a utilização da fala formal, mas também o ambiente em que está inserido.
Com a explosão da internet no século XX, dezenas de vídeos tendo como personagem principal pessoas que são taxadas de ridículas porque falam de maneira diferente do que se vê nos grandes centros são postados semanalmente. O enorme território continental que o Brasil possui com sua grande variedade de culturas, e as diferenças entre classes sociais, muitas vezes causa preconceito e exclusão inclusive na área linguística. Observa-se a ocorrência direta disso entre alguns jovens que deixam de lado alguém que fala errado, na prática do bullying.
Muitos pensam que falar certo é falar de acordo com todas as regras formais. Entretanto, o falar certo varia de acordo com o espaço onde se está. Temos como exemplo o fato de que não se usa o português formal quando se conversa com um bebê ou numa mesa de bar. Por outro lado, falar usando gírias durante uma conferência sobre o Meio Ambiente e durante uma reunião de trabalho não é interessante.
Quando se convive com pessoas que se expressam de uma maneira diferente da formal, costuma-se dar maior ênfase a isso do que ao que a mensagem em si. Encontramos idosos entre outras pessoas que mesmo se comunicando de forma caipira, transmitem mais conhecimento para a vida do que se pode aprender teoricamente.
Viver em sociedade pede bom senso individual. Não se deve incentivar comportamentos preconceituosos, ou achar que só há uma maneira correta para se expressar. Muito mais importante do que a métrica é a compreensão da mensagem e o respeito a todos os tipos de culturas e linguagens.