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Língua é, no sentido denotativo da palavra, um conjunto de sons usados por um povo como forma de expressão, apresentando-se então como qualquer meio que propicie a comunicação em uma comunidade, a partir do uso de sons.
É[vírgula] portanto [vírgula] errado o jeito de uma caipira ou de um gaucho [gaúcho] falar? Questão esta que leva a grandes discussões, pois, seguindo de exemplo o Brasil, as várias variantes linguísticas que dominam seu território acabam saindo muitas vezes da imposta norma gramatical.
Há e deve ser seguida de fato a normal gramatical, porém deve-se também medir melhor os campos em que essa norma avança, principalmente de forma a julgar variantes linguísticas, como já citado, tão frequentes.
As regras que regem a gramática devem ser aplicadas, onde se faz necessário uma formalidade, tanto em sinal de respeito ao evento ou acontecimento, como melhoria na qualidade a fim de evitar erros na compreensão, no entanto [vírgula] é de extrema ignorância julgar como errada a fala de uma pessoa, com diferenças linguísticas, em que não se encontra na situação citada. A linguagem é uma forma dinâmica de comunicação e está constantemente vulnerável a mudanças e adaptações.
A forma como acontece esse julgamento não é, de forma alguma, justo, pois onde as diferenças culturais são inúmeras, as variantes linguísticas tentem a seguir o mesmo caminho. E devem ser aceitas essas metamorfoses gramaticais, não como algo a condenar, mas como uma maior diversificação e riqueza cultural para a sociedade.