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A discussão a respeito do preconceito linguístico até então adormecido e considerado morto, ressugiu [ressurgiu] alteando o volume dos debates respeito do "certo ou errado" na língua.
A polêmica surgiu embasado no livro: "Por uma vida melhor", distribuido [distribuído] pelo Ministério da Educação(MEC), para Educação de Jovens e Adultos. Supondo que aquele estava autorizando falar de forma considerada errada pela gramática normativa e assim desconsiderando a importância da mesma na educação escolar.
Para ciências da linguagem, não existe erro no língua, mas variações. A língua é um organismo vivo, utilizada por praticamente todos, independente de classe social. Em um país multicultural como o Brasil, em que seu regionalismo é marcado por palavras desconhecidas à norma padrão e diferentes formas com o mesmo significado, é um equivoco [equívoco] querer que apenas um padrão linguístico seja digno de aceitação social.
Não pode-se [se pode] fingir que as variantes não existem, e muito menos discriminar alguém por não ser detentora da norma culta. Afinal[vírgula] preconceito linguístico é um preconceito social.
Contudo, dar a devida importância as variações linguísticas presentes no cotidiano, não significa dizer que a norma culta não é relevante ou que não precisa ser ensinada, mas fazer o usuário da língua do falante/escrevente, bom conhecedor das opções oferecidas pelo idioma, caberá a ele fazer a escolha e saber distinguir a necessidade de utilizar da norma culta ou não. Enfim, "a ignorância não está ligada às formas de falar ou ao nível de letramento". Segundo a própria Associação Brasileira de Linguística(ABRALIM).