Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)
O ato de comunicar sempre tem como base algum tipo de norma; essa, [norma. Essa, ] por sua vez, tem como origem uma série de fatores, como idade, gênero, classe social, nacionalidade, meio geográfico (cidade ou campo) no qual o indivíduo se insere. Dessa desigualdade surgem conflitos, na maior parte das vezes (se não sempre) causada pela minoria que domina, mesmo que parcialmente, a norma culta. Segundo esses, as modificações populares são perversões que devem ser excluídas do cotidiano.
Esse tipo de posição desconsidera o caráter adaptativo da linguagem. Não há sentido em estipular um mesmo tipo de fala ou escrita para variadas situações. Em festas, reuniões familiares, conversas de bar há uma descontração tal que permite a fala informal, despreocupada, abreviada. Em momentos como esses, não há necessidade de ficar se preocupando com a regra x ou y, basta falar!
Outro ponto importante é que se a norma culta fosse de fato o único meio para se comunicar, então ninguém – ninguém mesmo – passaria no teste. Por quê? Simplesmente porque todo grupo social altera a língua, o que varia é o grau que essa adaptação tem: os mais pobres, pelo baixo tempo de estudo à [a] eles oferecido, acabam por suprir as lacunas que faltam do modal [modo]tradicional; como resultado, eles alteram de maneira mais intensa o padrão culto da língua. Por outro lado, as classes ‘’letradas’’ também fazem seus experimentos linguísticos. Basta ver a fala do jornalista do Bom dia Brasil ao criticar uma suposta tentativa de se ensinar o jeito ‘’errado‘’: quanto eu tava na escola... Como é sabido, ‘’tava‘’ é uma abreviação de ‘’estava‘’, sendo essa forma a almejada pela norma culta e, mesmo assim, ignorada pelo ditos letrados - incluindo o inconformado jornalista.
Mas, digamos que ela fosse não apenas ideal para todas as ocasiões, mas também atingida por todos. Mesmo assim ela ainda seria passageira. Como toda criação humana, ela sofreria alterações até que chegasse o ponto que sua estrutura seria drasticamente alterada; surgindo um tipo totalmente diferente de língua - como o português atual é para o antigo. Ora, se é de fato desejável se utilizar apenas de uma norma, ela jamais poderia se alterar em qualquer aspecto, por menor que fosse. No entanto, como esse é um processo inevitável, aqueles que consideram apenas a forma tradicional acabam se prendendo a uma ilusão, ao elefante branco da escrita e falas perfeitas.
Dessa maneira, fica evidente a necessidade de quebrar essa lógica do certo/errado e substituí-la pelo o que é adequado ao momento. A língua, portanto, deve ser antes de tudo um objeto do qual as pessoas façam o uso que melhor acharem, sem, contudo, desconsiderar a norma culta.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
2.0 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
2.0 |
| Nota final |
9
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |