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Inúmeras vezes ouvimos quando viajamos para o nordeste [Nordeste] do Brasil ou para o interior do Estado [estado] de São Paulo pessoas que falam “errado” do ponto de vista de alguns, por arrastar um “R” em uma determinada palavra ou por falar “muié” ao invés de mulher, ou por usar uma determinada palavra para designar algo, diferente daquela usada pelos “bons” falantes da língua portuguesa.
Porém[vírgula] até onde isso é errado? O fato de uma pessoa arrastar um “R” em uma determinada palavra não pode ser caracterizado erro de português, já que nenhuma norma gramatical foi infringida. Neste caso há um problema de dicção ou sotaque por determinada região, situação diferente do que ocorre quando uma pessoa troca um “R” por um “L” ou um “B” por um “M” (Dislalia), ou quando uma pessoa fala “muié” ao invés de mulher ou “mió” ao invés de melhor. Ainda assim [vírgula] isso é o suficiente para decidir o que é certo ou errado? O que deve ou não ser acerto?
A resposta é não, uma pessoa não deve ser ou não aceita na sociedade pelo modo como fala ou pela forma como se expressa, muitas vezes a pessoa apresenta uma disfunção na fala ou apresenta uma variação fônica diferente de região para região, e isso não deve ser de modo algum um empecilho para que esta venha fazer parte da sociedade, ou para que seja vitima [vítima] de preconceito social.
Isso mesmo, embora não pareça uma pessoa que sofre preconceito lingüístico, também está sofrendo preconceito social, pois discriminar uma pessoa pela forma como ela fala, é a mesma coisa que discriminar um africano por ser negro ou um homossexual por gostar de pessoas do mesmo sexo, pois também é uma forma de tentar definir quem deve ou não ser aceito pela sociedade e uma forma de tentar decidir o que é bom ou ruim o que é certo ou errado. Ninguém pode definir um padrão de linguagem para todas as profissões do mundo, pois áreas tão distintas possuem características distintas, formas distintas de se expressar.
Por fim, assim é a forma como as pessoas falam, é impossível definir um padrão lingüístico em um país com tanta divergência cultural, onde cada região tem características próprias.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
7.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |