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Diante da sociedade é possível observar as diversas formas de linguagem; [linguagem, ] mas quando falamos destas várias normas de linguagem não estamos nos referindo ao português, ao inglês, ao espanhol e etc., [etc.,] mas sim as diversas formas que um mesmo povo fala. Por exemplo, o nordestino fala arrastado, enquanto o carioca puxa muito o “S” e o paulista faz muito uso do “R”, mas podemos dizer que quando o carioca diz “meismo” ou o nordestino fala “merimo”, ou o paulista “mesmo”, está errado, sendo que é a mesma palavra e que estas formas obtêm o mesmo significado?.Pois é, muitas pessoas taxam essas formas de linguagem como certo ou errado, mesmo com as palavras tendo o mesmo sentido, contudo [vírgula] já dizia Oswald de Andrade “Para dizerem milho dizem mio; para melhor dizem mio; para pior pio; para telha dizem teia; para telhado dizem teiado, e vão fazendo telhados”, ou seja, ambas as coisas levam ao mesmo fim. Porém [vírgula] isso não significa que esteja certo ou errado; pois isto é, [sem vírgula] uma questão de dicção, ou seja, o modo em que uma pessoa articula e pronuncia as palavras de uma língua.
Entretanto [vírgula] devemos sim respeitar a norma culta, os acentos e todas as regras ortográficas, mas não podemos dizer que quando o carioca diz “meismo” esteja errado; pois nem sempre como falamos é como escrevemos ou vice-versa; as regras ortográficas, os conceitos lingüísticos [linguístico] e a dicção são fundamentais, porém não devem servir de base para aceitação na sociedade.
Por fim [vírgula] o governo cria livros e mais livros para ensinar as regras gramáticas [gramaticais], ortográficas e lingüísticas, no entanto, não presta atenção para aquilo que realmente faz a diferença o fator determinante que é a discriminação e o preconceito étnico e social por um sotaque ou um problema de dicção.