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Texto enviado
Naturalmente, formam-se, em uma língua, diversas expressões com um mesmo significado, por exemplo, abóbora e jerimum. A variedade é consequente das condições culturais a que os grupos sociais de uma mesma nação submetem-se. Um padrão linguístico normativo excluiria [excluíria] a pluralidade da fala e da escrita, o que representaria o fim da grande quantidade de culturas no Brasil.
Conforme já foi dito, uma cultura origina uma variante linguística. Na Bahia, criou-se o falar “arretado”. Em São Paulo, gírias invadiram a comunicação interpessoal. Pode-se citar também, [ sem vírgula] a nova cultura virtual, presente nas redes sociais, Facebook, Twitter, Orrkut, chats, que resumiu as palavras do dicionário: “abc” corresponde a “abraço”; “vc”, “você”; “pq”, “porquê”, “porque”, “por que”, “por quê”.
No Brasil, criaram uma vertente, denominada padrão culto da língua, normatizado pela gramática portuguesa. Apesar de ir de encontro à variação cultural da língua, o padrão normativo serve como grande instrumento para a comunicação entre esferas econômicas e esferas científicas. Por meio dele, empresas firmam acordos milionários no meio da vastidão territorial e de dialetos brasileiros; também, [ sem vírgula] é pela língua padronizada que se escreve este texto dissertativo.
Como se percebeu, a língua culta por si só não elimina a diversidade cultural, isso ocorreria caso ela fosse forçada a todos os falantes e escritores da língua portuguesa. O Acordo Ortográfico de 2009 [vírgula] realizado pelas nações que se comunicam pelo Português [vírgula] mostra a dificuldade de adaptação das populações às novas regras gramaticais. Quando se considerar uma única forma da língua em questão haverá dificuldade dos povos vitimados na adaptação, pois aconteceria o abandono das culturas tradições, que em muitos casos duram gerações.
Deve-se considerar a diversidade na língua. As escolas devem ensinar o padrão culto, sem que haja o desmerecimento do modo de falar característico de cada grupo social. Portanto [vírgula] a ideia de unificar o Português é miserável, já que causaria a exclusão de culturas, cruciais para identidade de uma nação, inclusive o Brasil.