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A linguagem, durante séculos, apresentou-se como fator aristocrático. No período da República Romana, os patrícios, por meio da retórica, demonstravam seu "status" perante os plebeus. A partir da Antiguidade, é notável que o preconceito discursivo é derivado das desigualdades sociais.
Apesar de os anos haverem passado, tal hábito persiste na vida das pessoas, alegando que os formados em faculdade, por, normalmente, usarem a norma culta, são mais sábios que indivíduos com turno escolar incompleto. Porém, quando estão em rodas de amigos, por exemplo, falam coloquialmente, transgridem as leis gramaticais acintosamente.
Mal sabem o engano que cometem, pois, da fala popular, originaram-se as figuras de linguagem, as quais, são criadas pelo povo, estudadas por intelectuais e proferidas nas classes abastadas. Exprimir-se de maneira escrita ou oral, segundo a norma culta, é apenas uma modalidade qualquer do idioma.
No passado, suprimir as desigualdades sociais era inconcebível. Entretanto, a evolução da fala evidencia que tal ideia foi ultrapassada. Desmerecer alguém, por dizer de maneira diferente, é sustentar semelhante mentalidade. Nesse mundo globalizado economicamente, é preciso haver profissionais qualificados, não importando nem raça nem cultura; a xenofobia e a discriminação devem ser abandonados [abandonadas].
Somente por intermédio da educação ocorre a extinção desse tipo de comportamento. Com mais nível de ensino, as pessoas pensarão antes de afirmar algo desconhecido, terão atitude filosófica e derrubarão o senso-comum [senso comum], principal causador do desrespeito, desse modo, elas agirão de maneira conjunta, visando sempre à busca pelo conhecimento, a fim de superar as mazelas existentes nos primórdios da humanidade.