Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)
Texto enviado
A diversidade de uma língua é também o termômetro cultural de uma sociedade. Não é possível determinar quais culturas são certas e quais são erradas. O mesmo não se pode fazer com uma língua, pois não são certas e erradas, são apenas diferentes. Porém, há no Brasil a tentativa de definir um único padrão linguístico, não por preconceito, mas por questão de poder – quem conhece bem a língua portuguesa e suas normas se sobressai sobre outras pessoas. Pelo menos, essa é a teoria.
Os padrões linguísticos variam de acordo com a idade, a profissão, o sexo, a região, a escolaridade, o assunto tratado, o grau de intimidade, etc. Por essa grande variação é impossível que apenas um esteja correto. Os padrões linguísticos podem ser, portanto, adequados e inadequados, mas nunca equivocados. Se existisse apenas uma maneira correta de falar ou escrever, não existiriam inúmeros idiomas em um único país. Como é o caso da Indonésia, que possui 737 idiomas.
Contudo, dizer que a norma culta não é relevante, não significa que não deva ser aprendida. Significa apenas, que não deve ser utilizada para diferenciar quem fala ‘’certo’’ de quem fala ‘’errado’’. Logo, o linguajar de cada pessoa não deve ser empregado para diferenciar poderosos de submissos, ou, em outras palavras, ricos de pobres.
Não existe, nem é necessário que exista um único padrão linguístico. Os diversos idiomas criados pelo homem, comprovam como é capaz a espécie Homo sapiens sapiens. Espécie que além de saber que sabe, faz com que inúmeros idiomas coexistam em único planeta, continente ou país. E mesmo com as diferenças dentro de um único idioma, isso nunca foi e nunca será problema para mútua compreensão.