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Todos devem se lembrar de alguma situação seja numa aula, na fila de um banco ou até mesmo numa entrevista de emprego, onde [em que] alguém comete um erro na concordância ou fala com um sotaque diferente do seu. Ao julgar a fala dessas pessoas [vírgula] estamos cometendo preconceito linguístico. Segundo o dicionário, preconceito é um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude "discriminatória" perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou “estranhos”.
No Brasil [vírgula] durante muitos anos [vírgula] o português falado era associado ao português da escrita, isso sem levar em consideração a variação linguística do povo brasileiro. É inaceitável a discriminação contra o modo de falar de uma pessoa, pois a língua pertence a todos. O fato [de] não existir um padrão na fala, não significa que não há comunicação e entendimento dos outros, na escrita que precisa de uma exigência maior, pois existe uma padronização.
Vale lembrar que, seria preconceito social fazer com que um Paulista falasse igual ao Mineiro, pois eles têm costumes e povos diferentes ou fazer o juiz usar os mesmos termos que usaria no tribunal quando estiver num almoço com a família e amigos.
Existem palavras que acabaram sendo aceitas na forma de falar, de tanto serem pronunciadas e escritas “erradas”. A palavra flagrante é pronunciada como fragrante ou até mesmo fraglante, e o estupro ou seria estrupo, essas novas formas acabaram sendo incorporadas ao português falado, por ser uma preferência nacional.
Dessa forma, não é preciso saber gramática para falar e escrever bem, pois os que dominam a norma culta nem sempre tem um reconhecimento destaque na sociedade brasileira.