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Existe um preconceito velado na sociedade brasileira. Atire a primeira pedra aquele que nunca riu ouvindo um sotaque ou uma palavra de uma determinada região do país. Somos tão frustrados em nossas concepções de certo e errado que o que não nos é habitual é considerado uma gafe imperdoável, o destoante torna-se o grotesco. O preconceito linguístico é um monstro brando, que é alimentado pelas cabeças alienadas de seres que se consideram superiores por dominarem a chamada norma culta.
O ponto crucial na discussão no que diz respeito a esse tipo de preconceito é a falta de esclarecimento do assunto. O renomado escritor brasileiro [vírgula] Marcos Bagno [vírgula] em seu livro ‘Preconceito Linguístico’ explica que o brasileiro tem dificuldade de utilizar as regras do português padrão porque, entre outros motivos, o português padrão está muito distante da realidade linguística dele. O povo não tem necessidade de conhecimentos aprofundados na língua portuguesa porque em suma, para o povo, ela é usada como meio de comunicação e não como objeto científico de estudos.
Qualquer tipo de padronização linguística é abominável. Uniformizar o modo como um gaúcho e um nordestino falam é, além de inviável, uma tentativa de aniquilar traços culturais marcados na linguagem oral dessas parcelas da população brasileira.
Não existe certo e errado, o que pode haver é a existência de adequação do falante ao contexto exigido. O dominante da língua é aquele que adequa [adéqua] sua linguagem a determinadas situações. A língua é viva, prendê-la a conceitos medievais da norma culta é limitá-la, torná-la um objeto estático. Como Bagno diz, a língua é maior que a gramática. Qualquer tipo de preconceito é irracional e digno de repúdio. É repulsivo pensar em um país multicultural que segrega seu povo por razões linguísticas. Enquanto o preconceito existir [vírgula] a nação brasileira não deve ser considerado [considerada] um povo heroico, brado e retumbante.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
2.0 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
8.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |