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Engana-se aquele que afirma haver somente um padrão correto da língua, pois quando se trata dela não existe certo ou errado. Antemão, qualquer variação da norma culta era considerada ré pela etiqueta social, seja essa variação causada por diferenças regionalistas ou pela pouca escolaridade das classes baixas.
Porém, a sociedade abriu-se a um ostensivo debate sobre essas considerações e o conseqüente [consequente] preconceito – o lingüístico, que elas causam. Se por um lado é preciso defender a dignidade das mais variadas formas de expressão as quais a língua está sujeita, por outro é necessário defender também o uso do bom senso.
Pode-se citar a polêmica causada pela publicação de um livro didático destinado ao ensino fundamental, em que as crianças eram ensinadas que é certo falar “os livro”, entretanto, a pessoa estaria sujeita a sofrer preconceito lingüístico [linguístico].
É evidente que tal ensinamento é errôneo, pois o autor deve ensinar a partir da norma culta – onde não é correto falar “os livro”, e não a partir de seus pontos de vista. Isso poderia prejudicar a criança, pois como esta ainda não tem discernimento sobre variantes lingüísticas adequadas a cada situação, usaria essa maneira de falar pensado estar adequada.
O exemplo deixa claro que na desenfreada obsessão de defender as outras variantes, estas acabarão sendo usadas em contextos inadequados, como a didática escolar. E é de comum acordo que o respeito deve ser dado a ambas e a preferência, à culta. Não por ser considerada a única certa ou a defendida pelos puristas, mas sim por ser a língua portuguesa em sua forma oficial.