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O dilema do “certo” e do “errado” vem sendo muito discutido pelos estudiosos da língua portuguesa. Muitas foram as polêmicas registradas por conta dos preconceitos e da não aceitação daquilo que por muitos faz parte do cotidiano, como no caso do linguajar popular.
No ano passado (2011), muito se ouviu falar sobre o livro de português da coleção viver e aprender [Viver a Aprender] [vírgula] indicado pelo MEC. A tal polêmica dizia respeito ao ensinamento da fala popular incluída na grade de ensino. O caso gerou discussão e até o cancelamento do uso do instrumento nas escolas públicas.
A autora ficou surpresa com a atitude das autoridades ao retirarem o livro das escolas [vírgula] já que o mesmo ensinava que a norma popular é, muitas vezes, considerada incorreta, mas que em devidas situações ela pode sim ser usada.
Levando em consideração que existem muitas diferenças sociais, é de suma importância que se ensine os dois modos de se comunicar, tanto a norma culta quanto a forma popular. E mais, que se ensine, nas escolas, a separar os devidos momentos de se usar tais linguagens. Para que deste modo, todos os alunos aprendam a lidar com as devidas situações que a rotina trará no futuro.
É claro que, quase sempre, nenhum membro da família de um estudante irá se importar se o mesmo fazer uso de termos incorretos para uma comunicação informal [vírgula] seja com a própria família ou até com amigos. A norma culta não só deve como tem que ser ensinada. O linguajar popular, quase sempre, se aprende com o cotidiano. O que tem que ser ensinado são os devidos momentos nos quais devemos usar a norma culta da língua portuguesa.