Único padrão de fala: como assim?
Tema: Preconceito Linguístico: O dilema do “Certo” e do “Errado”
Em seu poema “Pronominais”, Oswald de Andrade estabelece uma crítica com relação ao modo de falar de quem obedece às normas gramaticais - os esclarecidos- com aqueles que não as seguem – “o bom negro e o bom branco”. De fato, a variedade lingüística [linguística] existente no nosso país é imensa, porém muitas pessoas condenam outras, por estas “falarem de modo errôneo”. Assim, seria necessário seguir um único padrão lingüístico?
É bem verdade que essa realidade intrínseca do “certo” e do errado está presente em muitas regiões e, por assim ser, é criado um preconceito entre elas. Um bom exemplo disso: as Regiões brasileiras Sudeste e Nordeste. O “deboche” que muitos daqueles fazem destes, no tocante à fala, é indignante: chegam a humilhá-los e até excluí-los de empregos, por exemplo.
Além disso, devemos observar que não se existe um único modo de falar corretamente. As variações existentes são aceitas e não existe erro de fala. É assim que pondera Marcos Bagno, em sua publicação intitulada “Nada na Língua é por acaso”, que descreve: “Para as ciências da linguagem, não existe erro na língua”.
Um fato que veio à tona no ano de 2011 e que criou polêmica foi a acusação de o livro “Por uma vida melhor” ensinar regras de português erradas. Isso mostra o quanto a [à] língua é complexa e variável, já que, como anteriormente, não se está presente um único e determinado modo linguístico. A existência de várias culturas e sociedades é, sem dúvidas, fator preponderante para essas diferenças.
Assim sendo, é fundamental que as diferenças sejam aceitas e respeitadas por todos nós. Não devem ser, porém, concebidas como erradas. Isso é claro: embora Portugal tenha colonizado o Brasil e adotamos o idioma daquele, hoje percebemos a variância existente entre tais. Quer seja culturalmente, quer seja na linguagem. Portanto, assim deve ser: variações cabíveis e necessárias, entretanto sem ser determinado um “único padrão”.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 8.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |