É certo legitimar um padrão?

Tema: Preconceito Linguístico: O dilema do “Certo” e do “Errado”

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 11/03/2012
Nota tradicional: 9
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O Brasil é um país de enormes extensões territoriais e de grandes disparidades econômicas. Devido a isso, há uma diversidade de padrões linguísticos em seu interior. O modo de falar de um gaúcho, por exemplo, é completamente diferente do de um pernambucano. Também o de um indivíduo escolarizado se difere de um que não teve a oportunidade de estudar. Apesar das diferenças, a comunicação é estabelecida em todos esses casos, portanto, a linguagem cumpre a sua função primária.

Todo código linguístico serve para atender as necessidades de comunicação das pessoas. Com o intuito de padronizar a comunicação, foram criadas as regras gramáticas [gramaticais]. Essas regras são elaboradas pelos linguistas, que ditam o que é considerado certo ou errado. No entanto, é complexo estabelecer parâmetros para julgar o que é digno de aceitação social em se tratando da linguagem.

Quando se legitima um padrão linguístico como correto, automaticamente, todos os outros passam a ser errados. Isso cria um precedente para haver o preconceito linguístico. Sendo assim, pessoas que não se expressam de acordo com a norma padrão, são discriminadas pelos demais, sendo consideradas incultas. Isso é errado, pois o código foi elaborado para simplificar a comunicação e a socialização, não para ser usado como meio de exclusão social.

Portanto, objetivando abolir o preconceito linguístico, é imprescindível que os indivíduos tenham em mente que há várias formas de se expressar e que, muitas vezes, a gramática normativa não é a melhor opção. A escolha da linguagem adotada deve considerar o contexto para se adequar a ele.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 2.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 9

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos