Língua Portuguesa: o certo e o errado.

Tema: Preconceito Linguístico: O dilema do “Certo” e do “Errado”

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 06/03/2012
Nota tradicional: 9.5
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A língua é um elemento fundamental para um povo, para sua identidade e sua cultura, para a transmissão de seus valores, suas tradições, sua concepção de mundo e de si mesmo. A língua portuguesa é viva e está sempre sofrendo mutações. A língua padrão é um paradigma e é fundamental conhecê-la, a despeito da liberdade que tem os usuários em sua linguagem cotidiana, quando a capacidade de comunicação pode prescindir do rigor gramatical.

Trata-se de uma discussão equivocada. O problema não é a língua culta nem o certo e o errado sob seu prisma. O preconceito fundamenta-se no fato de que o conhecimento da língua padrão é notadamente maior entre as classes sociais mais afortunadas, sobretudo porque têm maior acesso à educação de qualidade, a bons livros e à cultura em geral, e, numa sociedade que valoriza mais o ter do que o ser, qualquer mínimo sinal de riqueza material é pretexto para discriminação.

É preciso valorizar as variações lingüísticas e a maneira própria que cada cidadão tem de fazer uso da língua. O falante tem uma gramática internalizada e raciocina e se exprime a partir de sua própria lógica – não há nada de mal nisso. Essa valorização não pode ser pretexto para desconhecer o padrão culto da língua [vírgula]  já que conhecê-la é pressuposto da liberdade de adequação ou não a ela. Mais que isso, desconhecer elimina qualquer possibilidade de ascensão social pelo conhecimento [vírgula]  já que exames seletivos para ingresso nas melhores universidades públicas ou para ocupar os mais bem remunerados cargos públicos pautam-se na língua padrão.

Um bom exemplo é o inestimável valor da peculiar linguagem escrita usada na internet, em que a agilidade do meio e a comunicação instantânea aproximam sobremaneira a língua escrita da língua falada, atribuindo-lhe uma liberdade ímpar.

É indispensável conhecer o que está certo e o que está errado ante o padrão culto da língua portuguesa. O que, de forma nenhuma, significa uma desvalorização das demais formas de uso da linguagem, de se menosprezar o seu valor ou de impor o rigor gramatical a qualquer ambiente ou oportunidade. O que não dá é para tirar uma carta do baralho para igualar as condições de jogo, afinal é o conhecimento que permite a real liberdade de escolha.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 2.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 1.5
Nota final 9.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos