Realmente não pode ser "assassinato ao português"!
Tema: Preconceito Linguístico: O dilema do “Certo” e do “Errado”
O que não falta são regras em nosso português que definam em que situação usar uma determinada escrita, algumas que muitas vezes não fazem o menor sentido existirem, como a regra do “porque”. Mas o maior [mais] absurdo do que tais regras são as pessoas quererem corrigir as outras pela maneira como elas falam. Se temos liberdade de expressão, qual o motivo de se considerarmos alguém inferior pela simples forma de falar? Porque [ Por que] vivermos paranóicos em busca de uma fala totalmente “correta” de acordo com as normas padrões da língua?
De repente estamos querendo zombar de pessoas que durante o seu dia a dia utilizam palavras como: “broco” ao invés de “bloco”; quando na realidade essas palavras são mais carregadas de cultura do que imaginamos. O Brasil, pela sua enorme extensão territorial, apresenta várias culturas diferentes e essas por sua vez carregam suas formas de falar que não deveria ser descriminada[deveriam ser discriminadas] por nenhum[nenhuma] outra cultura. As diversas palavras que muitas vezes são consideradas “assassinatos ao português”, podem terem[ter] mais cunho histórico do que imaginamos, como a troca do L pelo R, já que muitas palavras do nosso português sofreram essa alteração.
A língua deve ser uma só em todo país e essa necessita de suas regras, mas tais regras devem ser realmente levadas em consideração quando se trata de situações formais como, concursos, vestibulares, conferências e etc. Sabe-se que muitas de suas regras definem o que pode ser desacato em tribunais, plenárias, etc. e que isso é de extrema importância em eventos formais para torná-los mais harmoniosos sonóricamente[sonoricamente] , no entanto o importante é que não nos deixemos convencer de que as demais formas utilizadas durante o cotidiano de muitas pessoas, são banais e por isso tais pessoas são indignas.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |