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Todos precisam de se comunicar seja por gestos ou sons. A língua muda porque as pessoas que falam e os contextos criados por elas mudam também. Tudo que é diferente nem sempre é bem aceito. Assim como se tem preconceito de cor, situação econômica, orientação sexual...[orientação sexual etc.] Há uma predefinição baseada na forma de falar que pode determinar a aceitação social do falante. Assim como se deve “... dançar conforme a música” [vírgula] precisa-se falar conforme o contexto. Em uma mesa de bar, por exemplo, não se pode falar como se estivesse em uma audiência em um fórum. Isso pode soar com pedância.
A aceitação social de uma forma de linguagem está intimamente ligada a uma visão preconceituosa de algo e digo por experiência própria. Trabalhei como técnico de laboratório com um rapaz de 18 anos, negro, que falava inúmeras gírias. Passou uma miríade de coisas negativas em minha cabeça sobre sua personalidade e seu futuro. Fiquei surpreso e muito feliz ao revê-lo recentemente, todo de branco, supervisor de enfermagem e professor de faculdade. Gritei “ZANGADO...” [vírgula] gíria que ele usava muito para se referir a algo muito bom e todos riram muito da brincadeira [vírgula] sem que isso tirasse seu prestígio e valor perante a turma. Para isso foi necessário “não julgar o livro pela capa”. Ele é muito bom como profissional e como pessoa.
A língua é tão dinâmica que do ponto de vista científico precisou-se lançar mão do uso de “línguas mortas” para evitar essas variações comuns e inevitáveis da linguagem. O latim é muito usado em biologia e direito, por exemplo, uma vez que não há mais pessoas que aprendam esse idioma como nativo ou língua mãe. Assim as definições ficam mais homogêneas até mesmo em casos de traduções, facilitando as trocas de informações entre os especialistas.
Em comunicação encontram-se múltiplos jargões que é a definição de uma forma característica de fala. O vocabulário do médico difere do advogado que por sua vez do engenheiro, do músico, do caipira e assim por diante. Isso é reflexo do meio e de suas necessidades. O essencial é ser entendido e discernir qual linguagem usar em cada situação.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
8
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |