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É inevitável a constante mudança sofrida a cada ano na língua portuguesa, com todas as novas gírias e formas de expressão que se tornam comuns e se espalham de uma forma explosiva, porem [porém] essa mudança evidente transforma a sociedade em um meio ao [o] qual, por vezes, consideram- se [considera-se] errada certa forma de dizer algo, talvez por um conhecimento amplo ou por conhecimento nenhum.
O fato é que a cada realidade existe uma forma de expressão adequada e seja esta qual for deve ser considerada certa de acordo com o seu momento e contexto. Uma pessoa não poderia em meio a um analfabeto dizer “diga a ela que mandei muitos ósculos e amplexos” , assim como a um juiz ou promotor, por exemplo, não é cabível usar a expressão “veio”. Essencialmente indiscutível é alegar que somente por ter um conhecimento maior uma pessoa não consegue conversar com outra que não teve a mesma possibilidade de aprendizado, afinal somos todos iguais perante a lei, pelo menus [menos] na teoria.
Por mais estranho que possa parecer, a sociedade, principalmente a brasileira, é formada por uma miscigenação de raças e isto nos impede claramente de intervir nos limites entre o certo e o errado da lingua [língua] . Assim como em Minas Gerais [vírgula] o “uai” é claramente importante e marcante, no Ceara [Ceará, ] “painho” e “mainha” ganham proporções gigantescas, partindo do ponto de que toda essa diversidade é cultura, sendo que é exatamente essa cultura tão exclusivamente regional que ganha destaque especial.
Certamente, durante toda essa trajetória em que cada expressão passa, por vezes permanecendo por tempos e sendo esquecidas ou mesmo relembradas, elas simplesmente vão demonstrando as diferente faces de um povo e diante disso as pessoas permanecem como eternos aprendizes, convivendo cada vez mais com o novo que já foi antigo ou com o novo que um dia caminhara [caminhará] para o antigo. Entretanto, deve- se perceber que o acesso, não só a meios de comunicação como ao conhecimento em si não são para todos e nem todos podem ter a possibilidade de se tornarem conhecedores do mundo em que estão envoltos, gerando uma diferença cada vez mais acentuada [vírgula] não só no modo de falar como na própria classe social em que cada ser encontra-se incluso.
Portanto, a cada determinado momento e ocasião à [a] percepção de certo e errado na maneira de falar sobre qualquer assunto deve existir de maneira complementar aos argumentos utilizáveis, partindo do ponto de que o respeito mutuo [mútuo] entre as pessoas precisa revigorar, não provocando qualquer constrangimento a qualquer individuo [indivíduo] simplesmente pelo seu modo de ver e falar sobre o mundo, apenas levando em consideração sua personalidade em dizer aquilo acredita ser possível.