É tempo de mudanças nos critérios usados da educação dos filhos

Tema: Lei da Palmada: O contraponto entre a violência e a educação dos pais

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 25/02/2012
Nota tradicional: 10
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Dos primórdios dos tempos até os dias atuais, os métodos utilizados pelos pais na educação dos seus rebentos sempre foram os mesmos. Ora, corretivos de natureza física: palmadas, beliscões, bofetadas, açoitamentos e ora, castigos simples, cárceres privados e humilhações de todos os tipos. Cumpre lembrar que esses costumes foram herdados de nossos antepassados há séculos e séculos. E que durante determinado tempo até surtiu efeito. Por esse motivo, muitas pessoas alegam que suas gerações foram educadas pelo sistema tradicional, sem interferência do Estado e que são hoje cidadãos corretos, disciplinados e muitíssimo bem-educados. Porém, nos dias atuais, isso já não funciona mais.

Ocorre que, hoje em dia, as crianças estão muito mais afeitas à rebeldia em relação a uma educação a base de surras do que há trinta anos. O mundo evoluiu e as crianças de hoje são muito diferentes de outras, há três décadas.

Esse fato é facilmente confirmado através das notícias recentes, veiculadas na mídia, que dão conta de acontecimentos altamente desagradáveis de pais acorrentando filhos, matando-os, infringindo torturas e também de adolescentes que assassinam mendigos em uma selvageria inominável. Em sua grande maioria, os pais perderam o controle sobre seus filhos. Muita coisa está errada, portando [portanto] é hora de mudanças. Mas como mudar hábitos tão antigos e enraizados?

Uma boa opção seria a interferência do Estado, através da criação de leis que proíbam qualquer tipo de violência dos pais, com o intuito de educar os próprios filhos. Felizmente, tramita no Congresso o Projeto de Lei nº 7672/2010, conhecido como “Lei da Palmada”, que proíbe o uso de castigos corporais em crianças e adolescentes.

Espera-se com o advento da nova Lei 7672/2010, que os pais mudem seus hábitos na educação dos filhos, utilizando novas técnicas. Por exemplo: em vez do Poder que é exercido através da violência, da força, tentar substituir pela autoridade que é exercida pelo bom relacionamento. A autoridade é a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer que ela faça, usando apenas a palavra e a sua influência pessoal. Para tanto, os pais precisam conquistar a confiança dos filhos, dando bons exemplos e dialogando sempre.

Tendo em vista que as crianças e os adolescentes de hoje serão os homens de amanha [amanhã] , a responsabilidade disso tanto é dos pais como também do Estado.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 2.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 10

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos