A interferência estatal na educação dos filhos

Tema: Lei da Palmada: O contraponto entre a violência e a educação dos pais

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 25/02/2012
Nota tradicional: 7.5
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Aos pais sempre coube a educação moral e ética dos filhos, mesmo que atualmente tente-se transferir esse papel à escola. Quem, em sua tenra idade, não recebeu dos pais o bom e velho puxão de orelhas ou mesmo umas palmadas. Acontece que o estado [Estado] por meio de uma lei definida como a “A Lei da Palmada” quer impedir estes métodos corretivos e coibir estas práticas tidas como desnecessárias e estimuladoras da violência. Os mais conservadores questionam a interferência do estado, [sem vírgula] por meio da lei, [sem vírgula] nos métodos aplicados pelos pais na educação de seus filhos [vírgula]  temendo a perda da autoridade sobre eles.

A lei apresentada mostra-se desnecessária, visto que, [sem vírgula] já há dispositivos legais que defendam às [as] crianças dos abusos a [à] integridade física, como o crime de lesão corporal previsto no Código Penal Brasileiro ou o artigo quinto do Estatuto da Criança e do Adolescente que diz que nenhuma criança será objeto de qualquer forma de violência.

Como já existem os dispositivos, resta comprovado que não é mais um instrumento legal que garantirá à criança a inviolabilidade física. Ainda, há outros meios de violência contra a criança que precisam ser evitados, quais sejam, a violência psicológica e sexual da qual são vítimas constantes.

Sendo assim, não é criando leis que o estado garantirá proteção às crianças, mas atuando diretamente nas causas e não nos efeitos. As causas das diversas formas de violência contra a criança estão na desestruturação das famílias, deficiência na educação, falta de acompanhamento psicológico nas escolas, nas deficiências sócio-econômicas e sócio-culturais. Os efeitos tudo isso são espancamentos, abandono, violências sexuais como prostituição e pedofilia e violência psicológica.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.5
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 1.5
Nota final 7.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos