Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)
A intervenção do estado [Estado] na vida das pessoas pode ser citado como uma prática que ora se fazia ausente ora presente nos diversos lugares do mundo em tempos passados. Na Grécia primitiva(em Micenas), por exemplo, os homens viviam divididos em comunidades gentílicas, possuindo um chefe, o pater familias, o qual dispunha de ilimitada autoridade sobre todos os membros do seu grupo. Em controvérsia, nos Estados Unidos, o Estado passou a intervir na economia como uma diretriz adotada por Roosevelt para tentar tirar o país da Crise de 29. Recentemente, no Brasil, está sendo discutida a interferência estatal na educação dada pelos pais. Será mesmo que o estado não pode ter limites?
É certo que pagamos impostos para, justamente, a atuação do estado na economia, na política, na saúde, na educação. Isto é um mecanismo democrático. O problema é que está para ser aprovada uma lei que proíbe os pais de dirigirem qualquer agressão que venha causar dor aos filhos, ou seja, a educação caseira deve ser obrigatoriamente, sob pena de punição, feita por meio do diálogo. Para muitos, talvez para maioria, essa nova lei é pejoritariamente um absurdo e de fato, devemos ser contra a agressão física e psicológica, mas a favor da palmada que nunca matou nem vai matar ninguém. Até porque quando o filho é muito rebelde, é mínima a possibilidade de que apenas palavras o regule novamente.
Sendo assim, se essa lei realmente for aprovada, em vários casos, as crianças vão perder o gosto pelo estudo, vão se achar autônomas em relação aos pais, o que contribuirá para o aumento do número de jovens que já começam sua adolescência entregues ao comportamento violento, ao consumismo, a dependência de drogas e ao desrespeito. Com tudo isso, a situação do país se tornará mais antagônica ainda, pois os filhos deixarão de apanhar dos pais, para serem agredidos por outros. No início de 2011, por exemplo, um adolescente guiava uma moto quando foi abordado por dois policiais em Feira de Santana(Bahia). O jovem foi espancado, levou vários chutes e tapas dos oficiais, os quais alegaram que o moço resistiu a ordem de parar em uma blitz. Esse funcionalismo público arrogante e ineficiente também foi revelado por Monteiro Lobato, por meio da ficção, no conto ''O Fisco''.
A Lei da Palmada é uma forma de interferência incabida do poder público, na qual, pela exposição das situações, não se faz necessária. É óbivio [óbvio] que a grande maioria dos pais vão optar pela conversa ou pelo castigo para educar seus filhos, até porque eles também sofrem quando batem nas crianças. Entretanto, aquelas nem sempre funcionam e quando isso acontece é normal e deve ser permitido que partam para uma ''tapinha''.
Nesse sentido, o poder estatal deve ser limitado, deve continuar intervindo nos demais assuntos populacionais, claro que com certa cautela, sem tirar a democracia e a liberdade que julgamos necessárias.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
2.0 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
2.0 |
| Nota final |
10
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |