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Ser pai, ser paciente.
A maternidade e a paternidade são para algumas pessoas uma obrigação, parte intrínseca do legado divino. Muitas pessoas têm filhos para deixar uma semente no mundo, ser cuidadas na terceira idade, por simples egoísmo ou porque isso é o certo para um casal. A realidade em se tornar responsável pela vida de um novo ser vai além de questões pessoais. É necessário imaginar aquele pequeno ser já adulto, com responsabilidades e direitos.
O debate entre os que aprovam a palmada e os que são contra ela é o que separa o grupo dos pais e mães que tem filhos para uma nova vida, individual, daqueles que simplesmente tem filhos para condiciona-los [condicioná-los] aos seus próprios padrões de comportamento e conceitos.
A educação familiar desde os tempos mais remotos foi pautada na obrigatoriedade de respeito aos pais, mesmo que a parte mais frágil e nova fosse a mais correta. A palmada foi à [a] técnica para criar filhos sobre a redoma do medo, única explicação para uma geração que como exemplo casava com quem não tinha afeto, mas por indicação dos pais.
É verdade que crianças não são criaturas fáceis, mas são os adultos que os quiseram, sabendo quais seriam as responsabilidades, e que elas não seriam poucas. Quando um pai abre mão do diálogo e parte para violência, pois palmada também é violência, ele apenas se livra de um trabalho maior, mas que lá na frente daria frutos.
Pensando na educação das crianças, o Estado, como provedor direto de nossos direitos e deveres [vírgula] tem a função de delimitar o que é educação do que é excesso. A lei que proíbe a palmada é a segurança para que não sejam cometidos mais danos à educação moral na primeira infância.
A discussão entre pais a favor e contra a palmada sobre a intervenção do Estado é comum, oposições de ideias sempre existiram onde existiam mudanças. Semelhantes a essas existem centenas, como a Lei Maria da Penha e a lei Seca. Todas elas enfrentaram o olhar duvidoso de quem quer facilidade e menos trabalho, de quem prefere o antigo ao que é certo.
O limite entre a palmada e um espancamento nunca foi delimitado e isso hoje pode ser imposto por lei pelo Estado. Permitir que crianças tenham mais cuidados e possuam uma base legal para se proteger de pais manipuladores e violentos é dever do Estado, e mesmo contra todos os olhares de desaprovação [vírgula] ela servirá para dar um mínimo de segurança a parcela mais fraca de nossa população.
Portanto, mesmo que de inicio possa parecer absurdo a participação da lei na vida das famílias, e que muitas se sintam prejudicadas, é necessário se perguntar qual é a sua responsabilidade nisso. Será certo se sentir podado quando estamos falando dos futuros adultos, sendo construídos num mundo já tão violento?
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
7.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |