Uma questão de equilíbrio.
Tema: Lei da Palmada: O contraponto entre a violência e a educação dos pais
São Paulo, 20 de fevereiro de 2012.
Caro Sr. Deputado,
Venho por meio desta declarar minha singela opinião perante a lei recentemente aprovada [vírgula] [a] ‘’Lei da Palmada’’. Durante toda minha infância tive um relacionamento muito construtivo com meus pais: minha mãe não era muito paciente e preferia umas palmadinhas, em compensação meu pai ficava conversando e mostrando a base da vida. Cresci de uma forma honesta, e agradeço sempre aos meus pais, por terem apresentado a mim o que é certo e o que é o errado.
Agora estou casada e tenho três filhos – Lucia, Marcos e Camila -, e mantive a mesma educação que eu recebi com eles. Meu marido acha coerente o nosso modo de ensinar, pois mantemos sempre diálogos abertos entre a família, mas ainda sim conseguimos impor os limites no cotidiano. Acredito que desta maneira conseguimos manter um laço de união e respeito entre todos.
Desta forma, a nova lei da palmada, tira completamente a autoridade dos pais. Um convívio saudável é essencial ao ser humano, e aqueles que se recusam a isso, impondo a violência acima de qualquer conversa, provavelmente tem problemas psicológicos, que devem ser avaliados. Ao julgar uma ‘’palmadinha’’ é algo vulnerável, pois muitas pessoas exageram e denigrem a imagem da criança. Sempre se deve conversar com o seu filho, saber o motivo do problema e tentar solucioná-lo. Porém, muitas vezes há filhos que repetem os mesmos problemas e só são impulsionadas a parar quando recebem as palmadinhas e ficam privadas de seus benefícios.
Logo caro deputado, empenho-me a acreditar que Vossa Senhoria está a pensar com coerência perante essa lei. Não é benéfico prejudicar uma geração de pais responsáveis, apenas porque indivíduos não sabem o limite de uma briga, e nem mesmo entendem à [a] proporção que uma conversa com seu filho com frequência pode ser bom.
Atenciosamente, Marta Aparecida.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 8.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |