Cicatrizes
Tema: Lei da Palmada: O contraponto entre a violência e a educação dos pais
É doloroso vermos crianças machucadas. Pior ainda, [sem vírgula]é saber que essas foram feridas numa tentativa de seus pais de educarem seus filhos. Assim, marcas de “varadas” e hematomas, estão cada vez mais comuns em nosso dia-a-dia. Devemos compreender que tais crianças não foram educadas, mas sim, [sem vírgula]violentadas. Logo, é notável que algo precisa mudar e melhorar. Nesse sentido, porque [ por que] não aceitar a ajuda do estado? Afinal, não temos nada a perder.
Primeiramente, agressão, mesmo que uma palmada, é um tipo de violência e como tal, deve ser combatida. De fato, violência não traz benefício algum. Além do mais, crianças que são educadas desse modo, não tendem a aprender com o erro, mas sim tornarem-se pessoas agressivas. Assim, gerações vindouras só tendem ao regresso.
Devido aos pais falharem ao indagar que a palmada serve como meio de educação, a interferência estatal é de suma importância. Em virtude disso, foi criada uma lei onde [ em que ] os pais não podem bater em seus filhos, afinal, com conversa e muita paciência, o filho acabará aprendendo. No entanto, resta saber se essa será mais uma lei que ficará somente no papel.
Muitos dirão que o Estado não deve intervir na educação fornecida pelos pais, uma vez que isso tiraria a autoridade dos mesmos. Embora seja razoável pensar dessa forma, essa é uma visão míope da situação, pois autoridade não deve ser conquistada a base de “surras” e da força, e sim do respeito. Evidência disso são as famílias cujas estruturas têm como base principal o respeito, possuem melhor relação com seus filhos.
É evidente, portanto, que educar a base da força física é equivocado e para tentar finalizar esse problema, a intervenção estatal é necessária. Contudo, seria muito mais simples se os pais se tornassem mais conscientes e substituíssem a palmada pela conversa. Afinal, é preferível marcar o corpo com tatuagens a marcá-lo com cicatrizes de uma infância sofrida.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |