Todos contra a Independência Júnior

Tema: Lei da Palmada: O contraponto entre a violência e a educação dos pais

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 14/02/2012
Nota tradicional: 10
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Machado de Assis, em “Conto de Escola”, aborda a palmada no ambiente escolar como um instrumento disciplinador. Logo no início da obra, o personagem-narrador relata o castigo recebido de seu pai por ter faltado à aula. A punição, que foi uma “sova de vara de marmeleiro”, era o motivo pelo qual o narrador frequentava a escola: ele temia às “surras” que recebia de seu pai ou de seu mestre pelas suas peraltices. Nesse contexto, pergunta-se: proibir os pais de imporem castigos físicos em seus filhos será uma medida eficaz no combate à violência?

Com toda a certeza, o projeto de Lei aprovado pela Câmara dos Deputados não será eficaz no que diz respeito a combater a violência existente dentro da sociedade brasileira. Pelo contrário, proibir que os pais corrijam seus filhos através de uma palmada ou de um puxão de orelha, apenas aumentará aquilo que recebe o nome de “Independência Júnior”. Agora, mais do que nunca, os filhos se sentirão no direito de aprontar suas peraltices, sabendo que nada os poderá acontecer. Afinal de contas, eles serão amparados pela Lei da Palmada. No máximo o que lhes poderá ser aplicado são alguns sermões ou mesmo a retirada temporária de alguns prazeres, como o videogame, a internet e a televisão.

No entanto, se faz necessária a existência de alguma legislação nos moldes da Lei da Palmada, mas sem interferir no método de educação adotado pelos pais. Exige-se uma Lei que dê proteção contra os castigos físicos “pesados” impostos por alguns pais, isto é, aqueles que espancam seus filhos até provocar alguma lesão grave, como uma fratura. Além disso, se faz necessário que em anexo a esta legislação, venham políticas de reeducação dos pais, mostrando a eles a melhor maneira de aplicar o castigo em seus filhos. Tais programas poderiam ser exibidos em canais que quase toda a população brasileira tem acesso, como a Rede Globo. Uma alternativa seria substituir programas como o “Big Brother Brasil” pelo menos duas vezes na semana, por documentários com pedagogos, psicólogos e demais profissionais da área, com o intuito de estes transmitirem aos pais maneiras mais “sadias” de aplicar corretivos em seus filhos.

Por fim, sabe-se que somente se considera válida a interferência do Estado no método dos pais educarem seus filhos, no instante em que este método deixa de ser um fator “corretivo” e passa a se tornar agressivo e violento. Certamente, a surra com vara de marmelo retratada em “Conto de Escola” não deve ser considerada uma punição “pesada”. Um tapinha, um puxão de orelha e até mesmo umas chineladas, desde que não de forma agressiva, servem de lição para a criança aprender que aquilo que fez é errado. Se deixarmos tais erros passarem apenas com um sermão, é bem provável que a criança volte a cometê-lo.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 2.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 10

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos