Entre o diálogo e as palmadas

Tema: Lei da Palmada: O contraponto entre a violência e a educação dos pais

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 12/02/2012
Nota tradicional: 7
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Entre o diálogo e as palmadas

A relação entre pais e filhos sempre foi motivo de discussão. Atualmente, o assunto em pauta que tem trazido muitas discordâncias, é a questão da palmada. Há quem a defenda, há quem ache totalmente desnecessário, e ainda há quem pense que esse assunto deve ser decidido particularmente pelos pais, sem a interferência de outros.

É nesse contexto que discute-se a possibilidade de criar uma lei que proíba a palmada. Baseados nos casos em que, passando dos limites, os pais colocam os filhos em situações humilhantes, ou chegam a maltratá-los a ponto de causar danos físicos, cogita-se proibir tais atitudes considerando-as inflação da lei.

Por outro lado, não há como definir um limite entre até que ponto a palmada é prejudicial, e até que ponto ela é um instrumento efetivo para a educação das crianças. Sendo assim, fica difícil fazer com a lei seja efetivamente justa, à prova de erros e acusações infundadas. Também existe a questão do diálogo, sendo esse muito mais eficaz na educação de crianças, do que a palmada, que muitas vezes, só causa medo.

O fato, [sem vírgula]  é que bater nas crianças não é garantia de que futuramente elas serão pessoas de boa índole, e o diálogo, que é sempre a melhor resposta, também não exclui a possibilidade de que futuramente a criança tenha uma má conduta.

Embora seja radical demais proibir as palmadas. [vírgula]  Ainda assim, não podemos deixar impunes os pais que justificam na educação um motivo para maltratar os filhos. Uma lei deve ser criada, mas ela deve ser mais abrangente. Não é simplesmente proibindo as palmadas que os problemas vão se resolver.

Também não adianta obrigar os pais a dialogar com os filhos, quando eles vão fazer isso de maneira errada. No fim, tanto a criança que apanhou, quanto a que foi instruída incorretamente serão prejudicadas. Além da lei que imporá limites na agressão física às crianças, é necessário que os pais tenham consciência de como lidar com os filhos, sabendo impor limites, explicando-lhes o porquê de certas proibições e muitas outras coisas.

Por fim, vê-se que criar uma lei somente com o intuito de reprimir os pais, não é uma solução efetiva. É preciso também que os pais se conscientizem sobre a responsabilidade que é criar criança, e usando o bom senso, definam a melhor maneira de fazer isso.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.5
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 1.5
Nota final 7

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos