Quem bate para ensinar, está ensinando a bater
Tema: Lei da Palmada: O contraponto entre a violência e a educação dos pais
Em meio a birras e travessuras, os pais sentem-se inseguros quanto à forma de educar seus filhos. Querem resultados imediatos, morrem de medo de um constrangimento em público, esquecendo, muitas vezes, de que são apenas crianças. E a alternativa mais prática que eles encontram acaba sendo a palmada. No entanto, esse método pode causar sérias consequências.
Uma das ações mais difíceis de realizar é a ação de educar. O ser humano é uma criatura que gosta de fazer sempre o que é mais conveniente para ele, por isso, fica tão complicado explicar a uma criança que o mundo não é dela, convencer um adolescente a abdicar de certos “prazeres” da vida. E a partir daí surge a pergunta: O que fazer? Por onde começar? Como educar?
Muitos pais se sentem perdidos quanto à educação dos filhos, não sabem como devem agir com eles, ou melhor, acham que a solução para tudo é a famosa “pisa”. E A filosofia passa a ser a seguinte: Aprontou uma arte? Vai apanhar. Eles esquecem que educar não tem nada haver com agredir ou impor por meio de ameaças.
Tem gente que acha que uma palmadinha de leve é necessária de vez em quando, mas se enganam. Criança, adolescente, filho, não é animal que faz tudo o que se quer ou pede na base da recompensa/ameaça. A agressão é a marca da incapacidade do agressor de se fazer entendido. Quando um pai bate no filho, ele está mostrando que a violência é a solução dos problemas.
Quanto mais o filho cresce, mas a tarefa fica difícil, porque ele começa a receber uma série de informações, conviver, descobrir as coisas boas e ruins que estão no mundo. É internet, amigos, mídia, tudo influenciando na vida dos pequenos. Cabe aos pais saber orientá-los com diálogo e amor.
De fato, é bem mais fácil ameaçar do que convencer. Talvez seja por isso que os pais batem nos filhos. Mas autoridade de verdade, se conquista através do respeito, da justiça, da honestidade. A melhor maneira de educar é dar exemplo de paz, compreensão, ética. Tendo cuidado também com as palavras, que muitas vezes tornam-se mais perigosas do que a agressão. Enfim, educar é um grande desafio e exige sobretudo paciência.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |