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Antigamente [a] relação social era sinônimo de ir tomar um sorvete em uma tarde de sábado, pegar um cineminha com o namorado, sair com as amigas ou até mesmo caminhar sem rumo [vírgula] desde que, [sem vírgula] com alguém conhecido a mais de um dia. Mas e agora com a tecnologia criando sites de relacionamento até mesmo para os casados? Fica clara a facilidade de nos envolvermos. Mas até que ponto esta relação pessoal seria plausível?
É claro que a internet tem lá seus muitos pontos positivos, como sua vasta ferramenta de pesquisa, suas informações que muitas vezes nos tiram do nosso vazio de nosso mundo e nos trazem para o ‘’agora’’. E é lógico também que suas redes sócias [sociais] são benéficas, pois sem elas como iríamos falar com aquele amigo que se mudou para longe, até mesmo poder ver o rosto de um filho que foi para os EUA ou então conhecer alguém novo, uma pessoa especial e compartilhar de alegrias como, por exemplo, passar na UFRGS e querer demonstrar a todos os sentimentos de vitória.
Embora os sites de relacionamento nos aproximem [vírgula] também nos afastam. Cerca de 36 milhões de brasileiros utilizam deste serviço, agora imagine metade deste grupo de pessoas se conectando ao mesmo tempo, podendo sim conversar entre teclas e mais teclas, mas e quanto ao beijos não dados, aos abraços consoladores que nos tiram da dor, e as gargalhadas mais sinceras que apenas um – kkk, haha? Tudo isso facebook nenhum oferece, muito menos o twiter, ou qualquer outra rede. Elas escondem o verdadeiro e mostram apenas o que o respectivo individuo que utiliza quer mostrar aos que o seguem.
Nosso comportamento já está ligado no automático, os dias passam rápido demais e para nós é bem mais prático confortar a dor com vídeos do youtube sobre autoajuda [auto-ajuda] do que procuramos o colo que no fundo sempre queremos, pelo nosso comodismo aceitamos essa inútil troca do sincero, do verdadeiro pela tela, pelas palavras que muitas vezes não foram ditas com o coração e sim com segundas intenções.
Acreditamos naquilo que nos convém [convêm] e nos influenciamos da mesma maneira. A vida real e livre vale mais a pena do que o imaginário por mais que lhe pareça real.