Educação negra

Tema: A Importância da Leitura

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 07/12/2011
Nota tradicional: 8.5
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“Um país se faz de homens e livros”. Já ouvi muitas pessoas defendendo o ilustre Monteiro Lobato, defendendo sua idéia [ideia] como utópica: gostamos da teoria, mas não nos esforçamos para colocá-la em prática. O que estaria acontecendo com nosso país, e, posteriormente o colocando com uma das menores posições em leitura e aprendizagem?

Pesquisas mostram que o mercado editorial cai enquanto a indústria eletrônica e de jogos crescem explosivamente; as prioridades dos nossos jovens de hoje estão mais que claras: preferem diversão e descontração a uma boa leitura e viajem no mundo literário; no mundo das palavras, das fábulas, do mágico e também da realidade que os livros nos trazem; isso não os interessa mais, e quem sai perdendo? O governo? Os jovens? Os escritores?

Será que o governo não gostaria que nós estivéssemos desinformados para não defender nosso pão? Acredito muito nisso. O que a ditadura militar não conseguiu fazer, os “computadores babás”, a tecnologia e o sensacionalismo barato televisivo conseguiram: criar um povo que não sai mais as [às] ruas [para]  se defender, não questiona: é um rebanho manipulado e tocado sem ser questionado. As deficiências escolares, e posteriormente no trabalho, geradas pela falta de leitura são imensas, como um povo vai saber se defender se não consegue sequer interpretar a Carta Magna do seu país?

As desculpas são das mais variadas como “não tenho tempo” e “não tenho dinheiro para comprar livros”. Como assim? Existem livros absolutamente incríveis em bibliotecas públicas e escolares, e até onde sei tempo não se tem, se faz! Para tentar mudar essa perspectiva deveríamos, na escola e em casa, mostrar as crianças como se aprende a ler por prazer, não por obrigação, ler o que gosta e provavelmente o hábito perdurará. Bibliotecas são lugares punitivos nas escolas, um mártir aos alunos. Com essa punição os jovens ignoram o mundo fantástico da literatura; o problema é a educação que recebemos e a forma de sacrifício que damos aos nossos jovens.

Agora me questiono: como queremos que nossos estudantes leiam obras machadianas e de outros autores que tem uma forma rebuscada e culta para escrever, como nossos alunos vão gostar disso se nunca tiveram outro contato? Livros são como músicas e namorados, se nos decepcionamos com o primeiro namoro, uma música de certo estilo ou um livro que não nos adaptemos provavelmente vamos ficar traumatizados e, posteriormente dizer que não gostamos: daquela pessoa, daquele gosto musical ou de ler. Está na hora de deixarmos as desculpas de lado, e mudar!

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.5
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 1.5
Nota final 8.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos