Limitar ou proibir?
Tema: O Uso do Celular na Escola
O uso do celular vem se proliferando cada vez mais entre as crianças e adolescentes. Sua utilização na escola é defendida por pais e responsáveis a procura de mais uma forma de segurança para seus filhos e criticada por docentes que alegam que o aparelho móvel atrapalha o rendimento dos alunos e [virgula] por isso, estão proibindo o uso do celular em sala de aula. Nesse embate, quem tem razão?
Os professores acreditam que acabando com a distração que esses dispositivos causam, melhorarão o rendimento dos alunos. Já os pais, criticam esse método por limitar a comunicação com os filhos.
Na verdade, a palavra “proibido” não funciona muito bem com jovens. O não permitido é muitas vezes um atrativo para aqueles alunos indisciplinados. Que o celular atrapalha em ambiente escolar é um fato, mas daí a proibir seu uso em qualquer circunstância é um pouco radical.
A escola deveria investir mais em conscientização dos alunos, mostrando que, como tudo na vida, o dispositivo tem hora e local certo para ser utilizado e que a escola é um lugar de aprendizado, onde as pessoas precisam de concentração total para aprender o que lhes é ensinado e que a cada vez que atendem uma ligação ou enviam uma mensagem de texto pode ser uma parte do conteúdo que estão perdendo e sentirão falta depois.
Explicado aos alunos a limitação, não a [há] proibição do celular, investir numa fonte de informação para os responsáveis, apresentando opções de horários para serem efetuadas as ligações, quando necessário, e também dando a noção que o uso em horários inadequados afetará diretamente a concentração do jovem e, com essas disposições[virgula] a escola só quer ajudar.
Na verdade, a proibição do uso do celular em ambiente escolar não é valida, mas sua limitação é. Se alunos, professores e responsáveis se unirem, ao invés de contestarem, todos sairão ganhando, principalmente na qualidade de ensino, fazendo com que no futuro tenhamos estudantes bem preparados.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |