DE VILÃO A MOCINHO
Tema: O Uso do Celular na Escola
Segundo o deputado João Pedro, autor do projeto de lei que proíbe o uso do celular em sala de aula, “escola é lugar para estudar”. Concordo plenamente, no entanto ainda há uma dúvida: a proibição do uso do celular em sala de aula é mesmo válida? Isso sim é preciso ser repensado. O celular precisa ser visto como aliado e não como um vilão da educação.
Uma pesquisa desenvolvida em parceria entre a Fundação Telefônica, a EducaRede e a Universidade de Navarra, na Espanha, aponta um dado relevante: em São Paulo, 82% dos estudantes entrevistados afirmaram ser portadores de telefone móvel. Não apenas São Paulo, mas em todos os lugares do mundo é notável que crianças e jovens têm muita afinidade com as mais variadas funções do celular [vírgula] diferentes daquela que a ele era dada como principal: telefonar!
A tecnologia proporciona tantos recursos num aparelho apenas que é mais fácil as novas gerações dominarem esses recursos do que os adultos. Sendo assim, por que não aproveitar e transformar esse aparelho em mais uma ferramenta didática em sala de aula, assim como é hoje natural trabalhar com o computador e suas mais variadas funções? Isso não significa a liberação do manuseio do celular em sala, e sim uma forma de ação consciente e responsável, que represente, principalmente, que o professor tem autoridade para trabalhar as mais diversas tecnologias no momento em que delas precisar.
As leis radicais servem para ajudar a disciplinar o descontrole da situação, mas chega um momento que tais leis precisam ser repensadas e reelaboradas. Sergio Amadeu, pesquisador de Comunicação Mediada por Computador e da Teoria da Propriedade dos Bens Imateriais, demonstra seu inconformismo com a lei de proibição do celular em sala. Para ele, o aparelho seria de grande valor para a educação, principalmente porque já não serve apenas para mandar torpedos ou fazer ligações telefônicas. Importante, segundo ele, é que o professor entenda e aceite o celular como uma ferramenta didática interessante em prol da aprendizagem do aluno.
Ter conhecimento e caminhar ao encontro das tecnologias! Eis o pensamento do educador que tem em vista o aparelho celular como aliado da educação, e que de vilão ele passe a ser o mocinho de mais um capítulo na história dos avanços da tecnologia.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |