DE VILÃO A MOCINHO

Tema: O Uso do Celular na Escola

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 21/10/2011
Nota tradicional: 9
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Segundo o deputado João Pedro, autor do projeto de lei que proíbe o uso do celular em sala de aula, “escola é lugar para estudar”. Concordo plenamente, no entanto ainda há uma dúvida: a proibição do uso do celular em sala de aula é mesmo válida? Isso sim é preciso ser repensado. O celular precisa ser visto como aliado e não como um vilão da educação.

Uma pesquisa desenvolvida em parceria entre a Fundação Telefônica, a EducaRede e a Universidade de Navarra, na Espanha, aponta um dado relevante: em São Paulo, 82% dos estudantes entrevistados afirmaram ser portadores de telefone móvel. Não apenas São Paulo, mas em todos os lugares do mundo é notável que crianças e jovens têm muita afinidade com as mais variadas funções do celular [vírgula] diferentes daquela que a ele era dada como principal: telefonar!

A tecnologia proporciona tantos recursos num aparelho apenas que é mais fácil as novas gerações dominarem esses recursos do que os adultos. Sendo assim, por que não aproveitar e transformar esse aparelho em mais uma ferramenta didática em sala de aula, assim como é hoje natural trabalhar com o computador e suas mais variadas funções? Isso não significa a liberação do manuseio do celular em sala, e sim uma forma de ação consciente e responsável, que represente, principalmente, que o professor tem autoridade para trabalhar as mais diversas tecnologias no momento em que delas precisar.

As leis radicais servem para ajudar a disciplinar o descontrole da situação, mas chega um momento que tais leis precisam ser repensadas e reelaboradas. Sergio Amadeu, pesquisador de Comunicação Mediada por Computador e da Teoria da Propriedade dos Bens Imateriais, demonstra seu inconformismo com a lei de proibição do celular em sala. Para ele, o aparelho seria de grande valor para a educação, principalmente porque já não serve apenas para mandar torpedos ou fazer ligações telefônicas. Importante, segundo ele, é que o professor entenda e aceite o celular como uma ferramenta didática interessante em prol da aprendizagem do aluno.

Ter conhecimento e caminhar ao encontro das tecnologias! Eis o pensamento do educador que tem em vista o aparelho celular como aliado da educação, e que de vilão ele passe a ser o mocinho de mais um capítulo na história dos avanços da tecnologia.   

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.5
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 2.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 9

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos