Dificuldades pedagógicas X Novidades tecnológicas
Tema: O Uso do Celular na Escola
O meio escolar passa por inúmeras mudanças e dificuldades. A educação no Brasil sofre com a falta de investimentos e com o mal da corrupção. Professores, diretores e toda a comunidade em torno de uma escola sabem das dificuldades de relacionamento com alunos de um país com sérios problemas com drogas, tráfico e pobreza.
É nesse momento de tantas mudanças de comportamento que as tecnologias se aprimoram e o celular faz quase tudo que um computador pessoal faz, mas com funções voltadas para o lazer e comunicação. O grande debate gerado em torno do uso do celular em sala de aula tem motivação e possui público a favor e contra.
Os favoráveis a seu uso dizem ser um crime privar essa garotada, irreverente e jovem das tecnologias e possibilidades de inserção de conhecimento que o celular pode trazer. E é verdade. Em escolas particulares, poucas no Brasil, e em grande parte das internacionais, o celular é usado como objeto de estudo. Projetos são desenvolvidos com a utilização de leitores ópticos, peças teatrais são filmadas e muitos celulares são abertos para desvendar os segredos minúsculos do mundo virtual.
Do outro lado, dos não favoráveis, estão professores, diretores e estudiosos do comportamento humano, que sabem das dificuldades de autoridade dos professores com esse novo público, alunos com idade além da escolar, envolvidos no tráfico e com sérios problemas familiares. A dura realidade das escolas públicas contrasta com as possibilidades de inserção dessa tecnologia.
É preciso, além de analisar os prós e contras a realidade em que se inserem as escolas, pois cada uma delas saberá como pode e deve tratar a questão. É fácil discutir o uso de qualquer ferramenta em países desenvolvidos, onde a educação é levada a sério. Difícil é tornar essa realidade estrangeira adaptável a nossa, onde professores ficam roucos e até adoecem na tentativa de captar a atenção de crianças e jovens, que muitas vezes estão tirando fotos e mandando torpedos durante as aulas.
Proibir por proibir não resolve a questão, mas é preciso que a própria escola, ambiente propicio [propício] para o aprendizado, ensine o porquê, quando e como utilizar o celular com responsabilidade e respeito. Adequar nossas escolas as atuais ferramentas é tarefa árdua, mas faz parte dos deveres da escola e dos direitos dos alunos.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 8.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |