Celular: canivete suíço
Tema: O Uso do Celular na Escola
Inventado na Suíça [vírgula] ao final do século XIX [vírgula]para uso exclusivo de tropas do exercito [exército] daquele país, o canivete suíço – hoje, tipo muito comum – não se trata de um equipamento específico, porém possui diversas ferramentas distintas. A expressão “canivete suíço” também pode se referir a algo que tem “várias funcionalidades”.
Hoje, equipamento de “mil e uma utilidades”, o telemóvel (como o aparelho celular é chamado em Portugal) vem conquistando as massas, inclusive as crianças e os jovens. Naturalmente, para uma geração que nasceu ou vem crescendo na era digital, o seu uso hoje em dia é praticamente indispensável, fato este que vem gerando controvérsias em torno dos limites de sua usabilidade nos espaços de inter-relacionamentos.
Alguns professores reclamam do uso do aparelho em sala de aula, evidentemente quando este se torna um vetor que transmite a falta de concentração e atrapalha o andamento do aluno ou da classe. Por conta disso, vários projetos de leis espalhados pelo Brasil sugerem a proibição total do uso do celular em ambiente escolar. Mas, não seria a escola um lugar ideal para a amostragem e o ensinamento correto do uso das faculdades benéficas deste invento e, demasiadamente injusto, o veto total ao uso de um mecanismo que pode trazer somatórias retumbantes para o aprendizado de nossos filhos e filhas?
Não podemos esquecer que os celulares já proporcionaram contribuições de boas significâncias para civilização mundial. Podemos considerar como exemplos, casos recentes em que suas potencialidades foram usadas – na maioria das vezes por estudantes – para retratar ambientes hostis e de alto grau de censura jornalística, como os que aconteceram em manifestações sociais da chamada “primavera árabe”, ou em ocasiões em que se pretendia denunciar situações de “bullying” dentro ou nos arredores das próprias escolas.
Pois bem, assim como um tipo de canivete de múltiplas funções, o celular, fabricado para facilitar a vida do homem quando usado de maneira correta, pode trazer malefícios para o mesmo quando usado de maneira, digamos, incorreta. Vale o bom censo [senso] e a parcimônia.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 6.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |