Comodidade vil
Tema: O Uso do Celular na Escola
Eis que um dia chegará o momento em que a instituição chamada escola servirá de formação acadêmica, não pessoal. Tão somente quando os pais educarem seus filhos adequadamente. Estamos na era “Steve Jobs”, em que tudo acontece rapidamente e em uma teia de seguidores. O que acontece é que não sabemos usar adequadamente essa gama de fatores possivelmente benéficos.
Quando tentamos educar jovens, temos que levar em consideração que é a fase da qual acreditam saber de tudo, acreditam ser “malandrinhos”, que estão por cima. É pura opção, não é mesmo? Pagar o preço por não estudar, ou pagar o preço estudando. Essa concepção não está absolutamente clara para os jovens. Quatro horas diárias longe das redes sociais não vai ser um mártir, e não, nada extremamente fora do comum vai ser “twittado”, se algum familiar do aluno falecer, vai ficar sabendo, o horário pode ser informado pelo professor. Lembram aquele modo silencioso do aparelho? Aquele que colocam quando vão ao cinema, quando não querem atender a namorada... Porque [Por que] na escola precisa ser diferente?!
Essas desculpas manjadas, nas quais ninguém mais acredita; isso sem contar na chance que se tem de enviar torpedos na hora de avaliações, fotografarem informações... Ouve-se uma voz no fundo da classe: “Mas os jovens sabem que têm direitos!”.
Quando assuntos sérios estão embutidos na sociedade e acontecem frequentemente: roubos, assaltos, seqüestros; como negar o direito de ter o aparelho por perto? Chega de justificativas! Todos sabem que, quando nos distraímos, nossa capacidade de reter informações cai, qualquer um pode afirmar isso. A opção é: melhorar ou não a qualidade das escolas?
O dia em que deixarmos de acreditar nas justificativas, algo de bom vai acontecer. Com a liberdade, ganhamos uma série de fatores, mas perdemos o discernimento do adequado para o futuro; ou será que não queremos mais? A liberdade e o direito excessivo, o lazer e o sistema “democrático”, conseguiram fazer o que nem a ditadura militar conseguiu na década de 19[70]: acabar com a consciência política, criar um rebanho pastoreado pelo governo. Isso sim, é deprimente.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |