Comodidade vil

Tema: O Uso do Celular na Escola

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 17/10/2011
Nota tradicional: 7
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Eis que um dia chegará o momento em que a instituição chamada escola servirá de formação acadêmica, não pessoal. Tão somente quando os pais educarem seus filhos adequadamente. Estamos na era “Steve Jobs”, em que tudo acontece rapidamente e em uma teia de seguidores. O que acontece é que não sabemos usar adequadamente essa gama de fatores possivelmente benéficos.

Quando tentamos educar jovens, temos que levar em consideração que é a fase da qual acreditam saber de tudo, acreditam ser “malandrinhos”, que estão por cima. É pura opção, não é mesmo? Pagar o preço por não estudar, ou pagar o preço estudando. Essa concepção não está absolutamente clara para os jovens. Quatro horas diárias longe das redes sociais não vai ser um mártir, e não, nada extremamente fora do comum vai ser “twittado”, se algum familiar do aluno falecer, vai ficar sabendo, o horário pode ser informado pelo professor. Lembram aquele modo silencioso do aparelho? Aquele que colocam quando vão ao cinema, quando não querem atender a namorada... Porque [Por que] na escola precisa ser diferente?!

Essas desculpas manjadas, nas quais ninguém mais acredita; isso sem contar na chance que se tem de enviar torpedos na hora de avaliações, fotografarem informações... Ouve-se uma voz no fundo da classe: “Mas os jovens sabem que têm direitos!”.

Quando assuntos sérios estão embutidos na sociedade e acontecem frequentemente: roubos, assaltos, seqüestros; como negar o direito de ter o aparelho por perto? Chega de justificativas! Todos sabem que, quando nos distraímos, nossa capacidade de reter informações cai, qualquer um pode afirmar isso. A opção é: melhorar ou não a qualidade das escolas?

O dia em que deixarmos de acreditar nas justificativas, algo de bom vai acontecer. Com a liberdade, ganhamos uma série de fatores, mas perdemos o discernimento do adequado para o futuro; ou será que não queremos mais? A liberdade e o direito excessivo, o lazer e o sistema “democrático”, conseguiram fazer o que nem a ditadura militar conseguiu na década de 19[70]: acabar com a consciência política, criar um rebanho pastoreado pelo governo. Isso sim, é deprimente.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 1.5
Nota final 7

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos