O celular está fora de área

Tema: O Uso do Celular na Escola

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 16/10/2011
Nota tradicional: 9
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Existem fatores que são extremamente relevantes quando se fala em educação de crianças e adolescentes. Comportamento, interesse e desempenho, são alguns deles.

Leis recentemente criadas em nível municipal e estadual promoveram a proibição do uso de celulares em ambiente escolar, parcial ou totalmente. Estas são leis com que se amparam os fatores antes citados. Apesar disso o fato gerou discussões e indignação.

Dizem alguns que privar o aluno do acesso à informação é retroceder, impor barreiras entre ele e os avanços tecnológicos. Defendem a possibilidade de que estes descubram os próprios limites no uso e que cabe à escola intermediar a situação.

Claro que em tese isso é realizável e belo, esperar que aluno tome consciência dos seus atos. Ainda encontramos o argumento segurança, o mais plausível, porém derrubado pelo fato de que toda escola tem telefone fixo, logo com a possibilidade de um problema interno ali está ele à disposição. Bom, não temos é tempo para utopias.

Entrevistas revelam que pela perspectiva do educador, que é aquele que percebe o que acontece em sala, o uso de celulares é em todo caso prejudicial. Prejudica a turma, à medida que atrapalha discussões, interrompe as explicações, com toques e qualquer outro barulho, seja de mensagem ou outros. Impede que os colegas prestem a devida atenção, muitas vezes atraindo para aquele que porta o aparelho a atenção destes.

Toda tentativa de maximizar o aprendizado é válida e evitar a dispersão dos alunos é promover essa ideia. Os adolescentes gastam muito mais tempo com joguinhos, por exemplo, que resolvendo suas lições. Infelizmente o uso que é feito da tecnologia não é o melhor possível, e não está, na maioria dos casos, associados a algo proveitoso.

Em vista disso, as recentes leis municipais e estaduais que proíbem o uso de celulares são muito positivas, apesar de serem injustamente chamadas de arbitrarias [arbitrárias] e contrárias ao desenvolvimento do educando. Pois, por menor que seja a dispersão causada por esses aparelhos, ela contribui para o fracasso acadêmico, o que impossibilita seu uso. Usa-se o celular majoritariamente para o lazer, e francamente, isso pode ser feito fora da sala.  Tornou-se necessário salpicar ações positivistas para obter melhores desempenhos.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.5
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 2.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 9

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos