Tecnologia x educação: é possível que elas não andem de mãos dadas.
Tema: O Uso do Celular na Escola
No Brasil, é cada vez maior o número de pessoas que tem acesso a aparelhos celulares. O uso deste aparelho que vem se tornando bastante democrático, já atingiu 86% da população brasileira. Recentemente, surgiu uma lei que proíbe o uso dos mesmos em escolas públicas do estado. Será mesmo que se faz necessário a proibição deste tipo de tecnologia? O que o torna tão vilão nesse tipo de ambiente?
A maioria das pessoas só vê as vantagens proporcionadas por esses aparelhos que não só servem para falar, mas para ouvir música, acessar a internet, enviar torpedos, entre outras coisas. Essas pessoas não teriam motivos para analisar desvantagens se não vivessem num país no qual o sistema de educação é precário e a falta de interesse e estímulo dos alunos é grande.
O ambiente escolar é um ambiente que requer atenção e concentração para se obter um bom rendimento. Se todos os alunos, ao entrarem em sala de aula, desligassem esses aparelhos com o intuito de não serem atrapalhados, distraídos, de não atrapalhar o colega e professor, não haveria o menor problema. A questão é a falta de educação, senso e respeito desses alunos que vão ao colégio para aprender. Ou pelo menos, deveriam.
Os pais julgam necessário o uso desses aparelhos por questões de segurança. Esquecem-se de que é uma tecnologia que surgiu há pouco tempo. Emergências realmente podem acontecer, mas os colégios possuem recursos de comunicação, como telefones. Até exceções podem ser abertas, desde que haja um esclarecimento da situação e os professores e diretores saibam que o uso do celular é muito importante em tal caso, permitindo que o aluno se ausente da sala para falar ao telefone. Funcionaria bem como exceção e não como regra.
Portanto, é totalmente plausível essa lei que proíbe o uso desses aparelhos em ambiente escolar. Pode até ser radical, mas enquanto não for realizado, dentro e fora das escolas, todo um trabalho de conscientização e esclarecimento da importância de manter o foco durante uma aula, da importância do respeito que os alunos devem ter com o professor, essa lei torna-se uma solução, mesmo que lamentável, para esse problema.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |