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O direito à cidade, teorizado pelo sociólogo Henri Lefebvre, pressupõe que o espaço urbano deve pertencer a todos os seus habitantes. No entanto, a lógica contemporânea das metrópoles caminha na direção oposta. Impulsionada pela especulação imobiliária, a gentrificação transforma bairros centrais e dotados de infraestrutura em mercadorias inacessíveis para as classes populares. Esse fenômeno não apenas redesenha a geografia das cidades, mas também desencadeia um grave impacto na mobilidade urbana, forçando o trabalhador de baixa renda a uma rotina de exaustão física e mental provocada pela distância entre a moradia e o emprego.Em primeiro lugar, cabe pontuar que a gentrificação atua como um motor de segregação socioespacial. À medida que investidores valorizam determinadas regiões através de reformas, novos comércios e verticalização, o custo de vida e os aluguéis sobem verticalmente. Sem condições financeiras de arcar com a inflação imobiliária, os moradores históricos são empurrados para as periferias extremas — áreas frequentemente marcadas pelo deserto de investimentos públicos. Desse modo, consolida-se o fenômeno da periferização: o centro concentra a oferta de empregos formais, enquanto a força de trabalho é banida para as margens do mapa urbano.Como consequência direta dessa divisão, a mobilidade urbana converte-se em um fardo diário. O trabalhador periférico é submetido à chamada migração pendular, despendendo de três a cinco horas diárias dentro de sistemas de transporte público frequentemente saturados, ineficientes e desconfortáveis. Esse deslocamento prolongado funciona como uma extensão não paga da jornada de trabalho. O tempo que deveria ser destinado ao descanso, ao lazer ou ao convívio familiar é engolido por engarrafamentos e plataformas de trem superlotadas, evidenciando uma profunda injustiça socioambiental e tarifária. (Desenvolvimento limitado. Texto em monobloco)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200 |
Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 |
80 |
Nível 2 - Desenvolve o tema recorrendo à cópia de trechos dos textos motivadores ou apresenta domínio insuficiente do texto dissertativo-argumentativo, não atendendo à estrutura com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
80 |
Nível 2 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas desorganizados ou contraditórios e limitados aos argumentos dos textos motivadores, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
120 |
Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
40 |
Nível 1 - Apresenta proposta de intervenção vaga, precária ou relacionada apenas ao assunto. |
| Nota final |
520
|
A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências.
|
Correção por IA
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200
|
Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 2 |
160
|
Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 3 |
160
|
Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 4 |
200
|
Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 5 |
0
|
Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Nota final |
720
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |