Entre o silêncio e o abandono: a invisibilidade das doenças raras no sistema público de saúde brasileiro

Tema: A invisibilidade das doenças raras no sistema público de saúde brasileiro

[Redação sem título]
Corrigida por IA | Corrigida tradicionalmente Enviado em 27/05/2026
Nota tradicional: 920
Nota IA: 960
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A Constituição Federal de 1988 garante que a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Entretanto, na prática, essa garantia não alcança plenamente os indivíduos acometidos por doenças raras no Brasil. Essas enfermidades, embora afetem milhões de pessoas em conjunto, ainda recebem pouca visibilidade social e institucional, o que dificulta o diagnóstico, o tratamento e a inclusão dos pacientes no sistema público de saúde. Nesse contexto, a escassez de investimentos e a falta de informação da sociedade configuram-se como os principais fatores responsáveis pela invisibilidade das doenças raras no país. (Muito bem. Formulou a tese)

Em primeira análise, a insuficiência de investimentos públicos contribui significativamente para a marginalização dos portadores dessas enfermidades. Isso ocorre porque muitas doenças raras exigem exames complexos, acompanhamento especializado e medicamentos de alto custo, os quais nem sempre são disponibilizados adequadamente pelo Sistema Único de Saúde. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado deve assegurar o bem-estar coletivo para garantir a estabilidade social. Contudo, a limitada destinação de recursos para pesquisas e tratamentos demonstra a falha estatal em assegurar condições dignas aos indivíduos afetados. Como consequência, milhares de pacientes enfrentam longas esperas por diagnósticos e tratamentos, agravando ainda mais sua condição de vulnerabilidade.

(Boa estratégia coesiva) Além disso, a falta de informação e conscientização da população intensifica a invisibilidade dessas doenças. Em muitos casos, os sintomas são desconhecidos até mesmo por profissionais da saúde, o que resulta em diagnósticos tardios e em preconceitos sofridos pelos pacientes. Sob essa perspectiva, o sociólogo Pierre Bourdieu afirma que a exclusão social também ocorre pela ausência de reconhecimento de determinados grupos na sociedade. Assim, a carência de debates públicos e campanhas educativas acerca das doenças raras impede a ampliação do conhecimento coletivo sobre o tema e contribui para a negligência enfrentada pelos portadores dessas enfermidades.

(Boa estratégia coesiva) Portanto, é fundamental que o Ministério da Saúde amplie os investimentos destinados às doenças raras, por meio da criação de centros especializados, da ampliação do acesso a exames e da distribuição de medicamentos pelo SUS, com o objetivo de garantir tratamento adequado aos pacientes. Paralelamente, as instituições de ensino e os meios de comunicação devem promover campanhas de conscientização sobre essas enfermidades, mediante palestras, programas educativos e divulgações midiáticas, a fim de reduzir o preconceito e ampliar o conhecimento da população. Dessa maneira, a invisibilidade das doenças raras poderá ser combatida no Brasil, assegurando maior dignidade e inclusão social aos indivíduos afetados. (Apresentou todos os elementos da proposta de intervenção)

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 200 Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência.
Competência 2 160 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 160 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 200 Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 920 Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista!

Correção por IA

Critério Nota Observações
Competência 1 200 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos.
Competência 2 200 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos.
Competência 3 160 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos.
Competência 4 200 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos.
Competência 5 200 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos.
Nota final 960 Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista!

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos