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Tema: A invisibilidade das doenças raras no sistema público de saúde brasileiro

[Redação sem título]
Corrigida por IA | Corrigida tradicionalmente Enviado em 15/05/2026
Nota tradicional: 720
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Na Constituição de 1988, são garantidos os direitos aos cidadãos brasileiros, entre eles, está o direito a saúde. Entretanto, nota-se na sociedade atual, a violação do que é previsto na lei, como é exemplo da invisibilidade de doenças raras no sistema público de saúde, que se perpetua por duas causas principais: a privatização da assistência médica por razões capitalistas e a negligência a pesquisa em etnias não europeias. 

A princípio, vale ressaltar a pressão neoliberal como causa da negligência sistêmica a doenças raras. Tendo isso em vista, serve de exemplo o governo estadunidense de Ronald Reagan, onde, de forma análoga ao governo brasileiro, privilegiou a iniciativa privada em detrimento da pública, com intensão de tornar a saúde em um negócio, limitando assim a qualidade e o acesso a tratamento médico a população geral. Dessa forma, em casos de doenças raras não há um sistema capaz de prover, em alguns casos, o amparo necessário ao paciente, deixando-o na invisibilidade.

(Boa estratégia coesiva) Ademais, conhecimento médico não ampara a diversidade de doenças raras brasileiras que tem motivos de ocorrência genéticos. Isso acontece pelo fenômeno do racismo cientifico, que teve o seu exemplo mais claro na Alemanha Nazista, onde cientistas estudavam unicamente etnias europeias para corroborar com o discurso eugênico de superioridade branca. Já na atualidade, a diferença em pesquisa não tem mais como raiz principal o racismo, mas na distribuição mundial de verba para ciência, onde vemos novamente a Europa no centro, contudo, entre os casos apresentados impacto na saúde é o mesmo. Sendo assim, a população de descendência negra e/ou indígena, que juntos compõem maioria no Brasil, são mais atingidas, e enquanto não ter um mecanismo de pesquisa adequado, o tratamento de uma doença rara no Brasil se dificulta. (Reestruture essa discussão)

(Boa estratégia coesiva) Portanto, medidas devem ser tomadas para mitigar a crise atual. Para o fim da invisibilidade de doenças raras no sistema público de saúde brasileiro, urge que o Ministério da Saúde, órgão governamental responsável pela manutenção e aperfeiçoamento do sistema de saúde, por meio de verbas do governo, efetue uma ação multifacetada de incentivo a pesquisa de doenças raras ocorrentes no Brasil, e invista mais na assistência médica em hospitais públicos. Assim, com o acesso ao tratamento de doenças raras, o Brasil será o país idealizado pela Constituição de 1988. (Proposta incompleta)

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 160 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 120 Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 120 Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 160 Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 160 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 720 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos