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No filme "Coringa", narra-se a história de um homem que apresenta um transtorno raro de expressão emocional, mas não recebe assistência da sociedade ou do Estado para o tratamento da sua condição, o que prejudica seu bem-estar mental. Em sinergia, na hodiernidade brasileira, a obra encontra respaldo, porquanto a invisibilidade das doenças raras no sistema público de saúde marginaliza as pessoas portadoras dessas enfermidades e impede seu cuidado e a manutenção do seu bem-estar, tal como acontece com a personagem supracitada. Acerca dessa ideia, verifica-se que a negligência governamental e a lógica de mercado são as principais causas desse óbice.
Sob esse prisma, a inoperância estatal contribui para a invisibilidade das doenças raras no sistema de saúde público brasileiro. Essa responsabilização é necessária, pois, embora o Artigo 196 da Constituição Federal delegue ao Estado a função de promover saúde plena aos cidadãos, persiste a morosidade dessa autoridade quanto à efetivação desse direito às pessoas com doenças raras. A esse respeito, a Conta-Satélite de Saúde de 2024, organizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, comprova tal descaso ao revelar que, de 2010 a 2021, o Governo investiu apenas 4% das suas verbas no sistema de saúde público. Em consequência desse descaso da máquina pública quanto à manutenção da saúde popular, a invisibilidade das doenças raras é potencializada, já que a falta de profissionais de saúde especializados no tratamento de enfermidades desse tipo, em razão dos baixos subsídios na formação e contratação destes, coíbe o diagnóstico e o acompanhamento médico pleno dos indivíduos dotados de doenças raras, como a diabetes mellitus 1. Logo, a ação estatal é basilar para o fim dessa invisibilidade. (Delimite as discussões)
(Boa estratégia coesiva) Ademais, a gana capitalista das empresas de saúde impulsiona a invisibilidade das chagas raras no país. Afirma-se essa ideia, porque esas corporações privilegiam frequentemente o desenvolvimento de tratamentos e medicamentos para doenças de maior alcance, como a gripe, negligenciando as enfermidades raras (Reestruture essa discussão). Nesse sentido, vale lembrar que, segundo o filósofo Auguste Comte, o desenvolvimento da ciência deveria ser responsável por promover a ordem e o progresso sociais, inclusive a resolução dos problemas salutares da humanidade. Frente a essa crítica teórica, vê-se que o ideal do autor diverge da realidade atual brasileira, visto que a pouca lucratividade oferecida pelo desenvolvimento de medicações, vacinas e outros recursos para o tratamento das doenças raras desestimulam a ação das empresas farmacêuticas nessa direção, o que tolhe a prevenção e a cura dessas doenças. Dessa forma, a mudança dessa lógica lucrativa é imprescindível para a desinvibilização das doenças raras, atingindo o pleno progresso social.
(Boa estratégia coesiva) São necessárias, portanto, medidas ante à invisibilidade das doenças raras no sistema público de saúde do Brasil. Destarte, cabe ao Ministério da Saúde, mediante investimentos, criar um Plano de Combate às Doenças Raras, a fim de proporcionar assistência e tratamento às pessoas portadoras dessas chagas. Esta ação deve, por exemplo, garantir bolsas de estudo a médicos para a especialização nas doenças raras, como a distrofia muscular de Duschenne, visando formar profissionais suficientes no tratamento delas, além de financiar pesquisas de criação de remédios contra doenças raras.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
160 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
160 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
160 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
200 |
Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
880
|
Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema.
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Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |