Uma lei suprema: A consciência humana
Tema: Corrupção no Brasil
A formação de uma sociedade, sob uma ótica holística a qual inclui suas esferas políticas, religiosas e econômicas, é regida pela estrutura de base de sua construção. Como exemplo, temos as civilizações antigas, como Grécia e Roma, que desde épocas imperiais fincaram suas ideologias por pensadores da época. Mais adiante, vieram as bases francesas, italianas e alemãs, as quais tomaram como vertentes novas ideias dos pensadores modernos. Mas, e o Brasil? Como se deu a formação de nossa sociedade, mais efetivamente, de nossa política?
As sequelas políticas as quais sofremos são produtos de toda a formação da sociedade brasileira. Desde os primórdios, fomos colonizados, saqueados e povoados por colonos com vistas na usura e exploração do país. É bem verdade que, com o passar dos tempos, fomos criando uma identidade nacional a qual expandiu nossos horizontes e nos afirmou como uma nação plena em potenciais de ascensão no mundo novo. Contudo, vestígios de nossa formação que, praticamente, pulou de uma colônia para uma ditadura, perduram até hoje nas bases do governo.
Em virtude disso, resta a pergunta: Qual a responsável pela corrupção no Brasil: a impunidade ou a idéia incrustada de que somos desse “jeitinho” mesmo? Segundo Roberto DaMatta, professor da Puc-rio, o “jeitinho” o qual se confunde com transgressão é, na verdade, corrupção. Ele ainda fala que esse limiar entre corrupção e transgressão difere entre o cidadão pobre e o mais poderoso, diga-se, por muitas vezes, mais rico. Contudo, como falar em igualdade de direitos quando, no Brasil, direito pode significar transgressão? O limiar entre direito e dever, certo ou errado, correto ou politicamente correto se torna tênue, e entre ser correto e corrupto a decisão é tomada pelo critério: ”O que eu posso ganhar com isso?”.
Sendo assim, tanto a impunidade como o “jeitinho” recaem sob a ótica do desvio de valores. Se tivermos que escolher o que causou tanta corrupção, recaímos no estigma de seres corrompíveis como uma condição intrínseca da nossa sociedade. Da mesma forma, como única alternativa de mudança vê-se a transformação sócio-ideológica. As leis não devem ser produtos de remendos políticos, mas sim reflexos de uma nação consciente da necessidade real de seus cidadãos. O papel dessas leis não é necessariamente punir, mas incitar à reflexão. A maior lei ainda é a consciência.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 10 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |