Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)
A exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais, prática conhecida como “sharenting”, tem se tornado cada vez mais comum na sociedade contemporânea. Embora muitos responsáveis compartilhem conteúdos com a intenção de registrar momentos especiais ou demonstrar afeto, essa prática levanta questões importantes relacionadas à segurança, à privacidade e aos direitos das crianças. (Muito bem. Contextualizou o tema)
Em primeiro lugar, é fundamental considerar os riscos concretos que a superexposição pode gerar. Como destacado nos textos (Quais?), a divulgação de informações aparentemente simples — como rotina, escola ou locais frequentados — pode facilitar a ação de pessoas mal-intencionadas. Além disso, imagens podem ser reutilizadas de forma indevida, manipuladas ou até utilizadas em contextos prejudiciais, o que pode gerar danos à imagem e à segurança da criança. Outro ponto preocupante é a coleta de dados por empresas, que podem criar registros digitais sem o consentimento dos responsáveis, afetando o futuro desses indivíduos. (Delimite e explore de modo produtivo)
(Boa estratégia coesiva) Outro aspecto relevante diz respeito aos impactos emocionais e ao desenvolvimento das crianças e adolescentes. A exposição constante pode afetar a autoestima, causar constrangimentos e até contribuir para situações de cyberbullying. Além disso, muitas vezes essas publicações são feitas sem o consentimento dos próprios envolvidos, o que viola direitos fundamentais como a privacidade e a imagem. Por isso, especialistas ressaltam a importância do diálogo familiar, permitindo que a criança, conforme sua idade, expresse sua opinião sobre o compartilhamento de seus dados e imagens.
Por fim, é necessário destacar a responsabilidade legal e ética dos pais e responsáveis. Leis como o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei Geral de Proteção de Dados reforçam a necessidade de proteger a integridade e os direitos das crianças no ambiente digital. Nesse sentido, mais do que uma escolha pessoal, o compartilhamento de conteúdos deve ser feito com cautela, consciência e respeito, priorizando sempre o bem-estar e a segurança dos menores.
(Boa estratégia coesiva) Dessa forma, o “sharenting” exige reflexão e equilíbrio. É essencial que as famílias compreendam os riscos envolvidos e adotem práticas mais responsáveis, promovendo não apenas a proteção, mas também a educação digital das novas gerações. (Não apresentou a proposta propriamente dita)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200 |
Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 |
160 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
120 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
160 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
80 |
Nível 2 - Elabora, de forma insuficiente, proposta de intervenção relacionada ao tema, ou não articulada com a discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
720
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |