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Tema: Exposição infantil nas redes sociais: limites e desafios do sharenting

[Redação sem título]
Corrigida por IA | Corrigida tradicionalmente Enviado em 07/04/2026
Nota tradicional: 960
Nota IA: 960
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No livro “O Andar do Bêbado”, de Leonard Mlodinow, discute-se como a sociedade moderna tende a simplificar problemas complexos ao reduzi-los a causas isoladas, ignorando suas bases estruturais. Nesse viés, a persistência da exposição infantil nas redes sociais — fenômeno conhecido como sharenting — no Brasil, revela-se como um fenômeno sistêmico, sustentado tanto pela negligência estatal quanto pela normalização coletiva. Dessa forma, impõe-se a análise crítica desses entraves e de seus impactos na proteção da privacidade e da dignidade infantil. (Muito bem. Formulou a tese)

Em primeira análise, a omissão governamental constitui uma das principais causas do sharenting, tendo em vista a ausência de regulamentações mais rígidas sobre a exposição digital de menores e a fiscalização insuficiente das plataformas digitais. Nesse sentido, a crítica de Franz Kafka, em “O Processo”, é pertinente ao retratar instituições que, embora legítimas, operam como engrenagens burocráticas distantes das necessidades reais do indivíduo. De maneira análoga, o Estado brasileiro reproduz essa dinâmica institucional ao enfrentar a superexposição infantil no ambiente digital com medidas superficiais, como campanhas pontuais de conscientização, cenário perceptível na ausência de políticas públicas específicas voltadas à proteção da identidade digital de crianças. Desse modo, perpetua-se uma estrutura pública negligente, incapaz de assegurar a proteção integral prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente.

(Boa estratégia coesiva) Ademais, a apatia social atua como fator determinante para a manutenção desse cenário, uma vez que a superexposição da vida privada infantil permanece banalizada nas redes sociais. Nessa lógica, o conceito de “inércia social”, formulado pelo sociólogo Duncan Watts, mostra-se assertivo ao defender que sociedades tendem a repetir práticas prejudiciais não apenas por ignorar seus impactos, mas também por legitimá-las culturalmente. No contexto brasileiro, esse comportamento se manifesta na divulgação excessiva da rotina de crianças por responsáveis em plataformas digitais, bem como na busca por validação social por meio de curtidas e engajamento. Assim, o que deveria ser exceção — a violação da privacidade infantil — torna-se prática recorrente e, por vezes, naturalizada.

(Boa estratégia coesiva) Depreende-se, portanto, a urgência da adoção de medidas eficazes para mitigar os efeitos do sharenting. Para tanto, o Governo Federal, em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, deve implementar programas nacionais voltados à proteção da privacidade infantil no ambiente digital, por meio da criação de campanhas educativas e da ampliação da regulamentação das plataformas digitais, como a elaboração de diretrizes sobre o compartilhamento responsável de imagens de menores, sobretudo nos ambientes virtuais. Tais iniciativas devem promover a conscientização social e a proteção dos direitos digitais junto aos responsáveis legais. Somente assim, será possível superar a “lógica de simplificação” criticada por Mlodinow e assegurar que a dignidade infantil seja efetivamente preservada no Brasil.​​​​​​​ (Apresentou todos os elementos da proposta)

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 200 Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência.
Competência 2 200 Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
Competência 3 160 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 200 Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 960 Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista!

Correção por IA

Critério Nota Observações
Competência 1 200 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos.
Competência 2 200 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos.
Competência 3 160 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos.
Competência 4 200 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos.
Competência 5 200 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos.
Nota final 960 Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista!

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos