Os desafios para o combate à violência contra a mulher no Brasil
Tema: Violência contra a mulher e violência vicária: o uso da agressão como mecanismo de controle
Na obra "Quarto de Despejo", de Carolina Maria de Jesus, é retratada a realidade de mulheres em situação de vulnerabilidade social. Diante desse cenário, é nítido que os desafios para o combate à violência contra a mulher no Brasil ainda persistem. Essa problemática de agressões de gênero decorre da cultura machista, bem como da ineficácia das políticas públicas.
Dado o exposto, pode-se considerar a cultura machista como empecilho para o combate à violência contra a mulher, uma vez que perpetua a inferiorização feminina. Tal questão pode ser verificada sob a ótica da sociedade patriarcal, em razão da naturalização dessas agressões, a exemplo de casos cotidianos de abusos domésticos. Dessa forma, essa realidade relaciona-se diretamente com a perpetuação da violência de gênero no Brasil, conforme evidenciado por estudiosos sociais, o que contribui para a continuidade desse cenário preocupante.
(Boa estratégia coesiva) Além disso, é notória a ineficácia das políticas públicas no que se refere ao combate desta prática violenta. Nesse viés, a Lei Maria da Penha, na medida em que não é plenamente aplicada, evidencia falhas na proteção das vítimas. Dessa maneira, isso resulta na ininterrupção dos casos de brutalidade, o que confirma a fragilidade das ações estatais.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, é preciso combater este dilema. Para isso, o Governo Federal, em parceria com os órgãos de segurança pública, deve ampliar as campanhas de conscientização, por meio de votação entre deputados e senadores - responsáveis pela aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) -, com a finalidade de prevenir a opressão, promovendo a proteção das mulheres. Ainda, cabe à sociedade civil fomentar a denúncia e o apoio às vítimas, a fim de reduzir os casos de violência. Nessa perspectiva, a realidade retratada em Quarto de Despejo poderá ser transformada.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 200 | Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 | 40 | Nível 1 - Apresenta o assunto, tangenciando o tema ou demonstra domínio precário do texto dissertativo-argumentativo, com traços constantes de outros tipos textuais. |
| Competência 3 | 40 | Nível 1 - Apresenta informações, fatos e opiniões pouco relacionados ao tema ou incoerentes e sem defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 40 | Nível 1 - Apresenta proposta de intervenção vaga, precária ou relacionada apenas ao assunto. |
| Nota final | 520 | A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |