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Ao longo da história, as mulheres enfrentaram diversas formas de opressão e violência, frequentemente legitimadas por normas sociais patriarcais. Embora os movimentos feministas tenham conquistado avanços significativos, o desenvolvimento tecnológico no século XXI, especialmente da inteligência artificial, trouxe novos desafios, como a adulteração e o compartilhamento não autorizado de imagens íntimas. Nesse contexto, evidencia-se que tanto o machismo estrutural quanto o uso inadequado da tecnologia contribuem para a intensificação da violência digital contra mulheres.
Em primeira análise, o machismo estrutural é o principal fator que favorece a exposição indevida de meninas no ambiente virtual e promove a culpabilização da vítima de forma generalizada. Na música “Pagu”, de Rita Lee, denuncia-se a sociedade patriarcal ao expor, de forma irônica, a objetificação e os rótulos impostos às mulheres ao longo da história. Na realidade, quando ocorre o vazamento de imagens de mulheres sem seu consentimento, verifica-se exatamente o que a música denuncia: a vítima perde o controle de sua própria imagem, que muitas vezes é modificada em forma de “piada”, passando a ser julgada e rotulada socialmente. Desse modo, é inaceitável que tal situação continue afetando as mulheres.
(Boa estratégia coesiva) Em segunda análise, o avanço da tecnologia intensifica a violência digital contra mulheres. Assim como retratado na série "Black Mirror", no episódio “Shut Up and Dance”, um adolescente tem seu computador hackeado e suas imagens íntimas utilizadas para chantagem, sendo forçado a realizar diversas ações para evitar a divulgação, que ainda assim ocorre. Nesse sentido, essa realidade torna-se cada vez mais recorrente com o avanço da inteligência artificial, que possibilita a criação de deepfakes — imagens manipuladas extremamente realistas —, além da rápida disseminação de conteúdos nas redes sociais. Somam-se a isso o anonimato na internet e a dificuldade de fiscalização, fatores que facilitam a prática desses crimes e dificultam a punição dos responsáveis. Dessa forma, a tecnologia não apenas viabiliza, mas também intensifica esse tipo de violência.
(Boa estratégia coesiva) Diante do exposto, fica evidente que tais problemáticas intensificam o comprometimento da segurança das mulheres no meio digital. Portanto, embora existam leis estabelecidas, como a Lei Rose Leonel, elas ainda são insuficientes. Assim, cabe ao Governo promover campanhas sobre a gravidade da exposição indevida e intensificar a aplicação das leis, aumentando a punição aos infratores. Ademais, cabe às plataformas digitais aprimorar seus sistemas de monitoramento, utilizando ferramentas tecnológicas para identificar e remover conteúdos adulterados de forma ágil, com o objetivo de dificultar sua disseminação. Dessa forma, será possível garantir maior segurança no ambiente virtual.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
160 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
40 |
Nível 1 - Apresenta o assunto, tangenciando o tema ou demonstra domínio precário do texto dissertativo-argumentativo, com traços constantes de outros tipos textuais. |
| Competência 3 |
40 |
Nível 1 - Apresenta informações, fatos e opiniões pouco relacionados ao tema ou incoerentes e sem defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
40 |
Nível 1 - Apresenta proposta de intervenção vaga, precária ou relacionada apenas ao assunto. |
| Nota final |
480
|
A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |