[Sem título]
Tema: Violência contra a mulher e violência vicária: o uso da agressão como mecanismo de controle
Na obra “Dom Casmurro”, do autor brasileiro Machado de Assis, é retratada a história de um casal cercado por uma dinâmica de ciúme e posse em relação a uma das personagens, Capitu. Alvo de constantes hostilidades e, por fim, morte social. A realidade de Capitu entra em consonância com a de diversas mulheres brasileiras, que sofrem de uma cadeia de agressões de seus parceiros, sem reconhecer que estas podem preceder uma última violência - desta vez, contra a vida.
Nesse sentido, a obra leva a um melhor entendimento do feminicídio, encarando-o não como caso isolado, mas como o desfecho trágico de uma série de violações sustentadas pela objetificação da figura da mulher, colocada como artigo de posse e legitimando, sob uma perspectiva patriarcal e misógina, o constante sentimento de controle masculino sobre a vida do sexo oposto. (Parágrafo frasal)
Dessa forma, é fundamental o debate acerca da autoridade e domínio exercidos sobre a figura feminina, uma vez que essa visão deturpada e amplamente propagada em nossa cultura prejudica e vulnerabiliza esse grupo. Assim, para potencializar o combate ao feminicídio são necessárias, primordialmente, medidas educacionais visando romper com esses ideais nocivos, por intermédio da inclusão da discussão sobre igualdade de gênero no cotidiano dos brasileiros em formação.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, cabe ao Estado e seus respectivos órgãos educacionais abranger nas escolas as pautas acima e outras que permeiem o problema citado, visando mitigar a violência de gênero. Além disso, é válida a criação de centros de reabilitação para agressores, de modo que passem por intervenções pedagógicas, em adição à pena convencional aplicada a crimes contra a mulher. Por intermédio do Ministério da Educação e do apoio governamental, será possível garantir um futuro mais seguro às mulheres, o qual não legitimará qualquer tipo de violência com a cultura machista, como resultado de uma geração de meninos sendo educados para propiciar tal realidade.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 40 | Nível 1 - Apresenta o assunto, tangenciando o tema ou demonstra domínio precário do texto dissertativo-argumentativo, com traços constantes de outros tipos textuais. |
| Competência 3 | 40 | Nível 1 - Apresenta informações, fatos e opiniões pouco relacionados ao tema ou incoerentes e sem defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 160 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 40 | Nível 1 - Apresenta proposta de intervenção vaga, precária ou relacionada apenas ao assunto. |
| Nota final | 440 | A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |