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Tema: Violência contra a mulher e violência vicária: o uso da agressão como mecanismo de controle
Na canção '' Que país é este?'', da banda Legião Urbana, há uma denúncia acerca de diversos problemas sociais no corpo social brasileiro. De maneira análoga a atualidade, é possível perceber que a violência contra a mulher permanece como um dos mais graves problemas no Brasil. Nesse contexto a inércia estatal e a má influência da mídia contribuem para sua manutenção na sociedade.
Diante desse cenário, a omissão governamental colabora para a intensificação do feminicídio. Na música ''they dont care about us'', do cantor Micheal Jackson, aborda-se a falta de ações efetivas do governo, que podem ser vista de modo semelhante sobre o aumento de casos de agressão contra as pessoas do gênero feminino. O feminicídio acontece quando um homem agride uma mulher, seja por meios físicos ou psicológicos, que muitas vezes podem levar a morte ou fazer com que a mulher sinta medo de andar sozinha. Desse modo, mesmo com a existências de várias leis contra isso, principalmente a lei Maria da Penha, o numero de casos só aumenta enquanto o governo não toma ações definitivas sobre.
(Boa estratégia coesiva) Além disso, a má influência midiática atua como vetor potencializador dessa problemática, uma vez que muitas vezes preferem mostrar o protagonismo masculino em detrimento do feminino. Segundo Pierre Bourdieu, a violência simbólica naturaliza a submissão feminina ao impor papéis de gênero como normais. Sob essa visão, os meios de comunicação propagam estereótipos sobre as mulheres, contribuindo para essa dominação invisível e legitima as agressões físicas na estrutura social. Dessa forma a mídia ao invés de ser um meio para denunciar esse tipo de agressão, ela colabora para neutralizar o problema, silenciando a gravidade da violência.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, cabe ao estado, em sua função de promotor do bem-estar geral, intervir nessa problemática. Isso deve ser feito por meio do ministério das mulheres, juntamente com mídia para a criação de campanhas de conscientização. Essas medidas tem como finalidade desnaturalizar a submissão feminina,os estereótipos e consequentemente a taxa de violência contra a mulher.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 40 | Nível 1 - Apresenta o assunto, tangenciando o tema ou demonstra domínio precário do texto dissertativo-argumentativo, com traços constantes de outros tipos textuais. |
| Competência 3 | 40 | Nível 1 - Apresenta informações, fatos e opiniões pouco relacionados ao tema ou incoerentes e sem defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 40 | Nível 1 - Apresenta proposta de intervenção vaga, precária ou relacionada apenas ao assunto. |
| Nota final | 480 | A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |