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Tema: Violência contra a mulher e violência vicária: o uso da agressão como mecanismo de controle
Embora o divórcio tenha se tornado legal, no Brasil, desde 1977, muitos homens ainda não o reconhecem como um direito legítimo. Não possuindo mais acesso e controle sobre a ex-parceira, procuram atingi-la através de entes queridos. Esta é a violência vicária, incentivada também por movimentos machistas nas redes, e que afeta o bem-estar e segurança dessa mulher e das suas relações.
Sob esta ótica, a misoginia, com os avanços tecnológicos, tem ganhado facetas virtuais com graves consequências no mundo real. No país, tem sido forte o Movimento Redpill, o qual incentiva homens a usarem a falsa retórica da "alienação parental" como forma de atingir as ex, além de ensiná-los técnicas para encobrir os seus ganhos financeiros, diminuindo o valor da pensão alimentícia. Esses exemplos nos mostram como movimentos masculinistas, com a ferramenta digital, têm trazido força para a violência contra a mulher.
Uma consequência cruel é que muitas pessoas são afetadas na fogo cruzado da violência vicária, não apenas o alvo em si. A manipulação, a chantagem e a desestabilização emocional causada são apenas algumas amostras e que já afetam tremendamente o bem-estar biopsicossocial de todos ao redor. O filicídio ocorrido em Góias, em 2026, exemplifica o ápice que esta violência pode atingir, no qual o agressor assassinou os filhos para punir a esposa, pelo desejo desta pelo divórcio, ainda difamando-a com uma carta de despedida e invertendo a culpa. Com certeza, sua família e amigos foram afetados, e a moça julgada, mesmo sendo a vítima.
(Boa estratégia coesiva) Conclui-se, assim, que apesar da Lei Maria da Penha ter incluído, desde 2023, a violência vicária, punir é o último recurso: precisamos prevenir. O Governo Federal, em parceria com estados e municípios, deve implementar projetos nas escolas, de forma lúdica e gradual, a fim de combater o machismo e a violência vicária. Dessa forma, saberão identificar e o que fazer, aprendendo que todos deveriam, ao terminar um relacionamento, seguir com a sua vida de forma saúdavel.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 160 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 160 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 160 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 800 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |