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Tema: Violência contra a mulher e violência vicária: o uso da agressão como mecanismo de controle
A expressão popular "em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher" representa a omissão social frente a um problema extremamente perigoso: a violência contra a mulher. A partir disso, a sociedade falha ao expor famílias à naturalização de abusos e maus-tratos dentro de um ambiente que deveria ser acolhedor e seguro. No que concerne às causas, o abuso intergeracional e o sensacionalismo midiático são os principais responsáveis pela consolidação do problema.
Em primeira análise, a transmissão de comportamentos negativos são responsáveis por validar a violência psicológica. Desse modo, o livro "O Iluminado" retrata a consolidação dessa hierarquização ao comparar as vivências de Danny e seu pai, um homem violento que também sofreu abuso do seu progenitor. Em paralelo à realidade, é inevitável que a hierarquização de relações torna-se responsável por validar os maus-tratos contra crianças e adolescentes visando atingir outras vítimas. Logo, é necessário mecanismos que mitiguem esse ciclo de violência.
(Boa estratégia coesiva) Concomitantemente, o jornalismo irresponsável valida a misoginia dentro da sociedade brasileira. Destarte o caso do secretário da prefeitura de Itumbiara, onde os noticiários transformaram o crime em um espetáculo de traição, culpabilizando a mulher. Nessa perspectiva, a violência e o preconceito passam a ser naturalizados e incentivados, tornando-se normalizado nas famílias. Assim, é preciso medidas que mudem esse comportamento.
(Boa estratégia coesiva) Urge, pois, a importância de metodologias que mudem a problemática atual. Nesse viés, o Congresso Nacional, órgão essencial para o desenvolvimento de leis, deve fortalecer ações de proteção às crianças, como a penalização da violência vicária dentro da Lei Maria da Penha e fortalecer as denúncias ativas, como o Canal Disque 100. Por conseguinte, será possível evitar a omissão social frente "às brigas de marido e mulher ".
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 840 | Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |